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Tenho uma mania que, se não é de origem genética, deve ser algum trauma mal resolvido ou um pretensioso sentido de misericórdia com “as coisas”. Ao abrir uma torneira, não vou até o fim e, ao fechá-la, cuido para não forçar os sulcos do seu “parafuso”. 


Evito a todo custo virar o volante do carro até não ser mais possível o movimento; prefiro ir e vir várias vezes para completar a manobra. Aprecio muito um aparelho de som de qualidade, para ouvi-lo baixo; e não gosto de ter vários programas ou páginas abertos no computador para não exigir demais da sua memória...

Desconfio que a crise econômica vai espalhar uma “mania” parecida entre nós: a frugalidade. Ou seja, o contentar-se com menos, o não desperdício, quem sabe a simplicidade e a rebusca até (Lv 19.9-10). 

Aqui e ali é possível ler sobre os novos tempos que nos aguardam, além das dicas de sobrevivência para tempos de crise. Sergio Augusto escreveu no caderno Aliás, d’O Estado de S. Paulo: “Se não estamos, ficaremos mais simples”. Para o autor “as artes já dão claros sinais disso”, e vai sobrar também para o mercado editorial: “Muito menos livros serão impressos, com pouquíssima margem para autores inéditos ou sem boas perspectivas de venda. Nem todo best-seller é ruim, embora a grande maioria o seja [...] Diversas editoras suspenderam, por tempo indeterminado, a compra de novos títulos, reduziram os valores dos adiantamentos pagos a autores de prestígio, e passaram a controlar as despesas com almoços de negócio e puxaram o bridão do marketing”.

Claro, conheço de ouvir falar esse “mercado editorial”, mas os meus olhos nunca o viram. Enfim, nós cristãos não precisávamos desses estímulos sombrios. Temos razões (bíblicas) suficientes para diminuir nossa pegada ecológica, para não acumular, para emprestar, para dividir, para dar. Quem sabe, podemos até acreditar nas bem-aventuranças (MT 5.1-11)?

Por Marcos Bontempo

Fonte: Ultimato

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A turnê da cantora Madonna no Brasil chegou ao fim ontem(21/12) em São Paulo com estádio lotado, assim como já tinha acontecido no Rio de Janeiro.

E uma coisa me chamou a atenção nessa passagem de Madonna pelo Brasil.

Pude ler e ver alguns relatos e atitudes de fãs da cantora americana cometendo várias "loucuras" para assistir os shows.

Um advogado tirou férias neste mês só para não perder nenhum momento da estada da pop star no país.

Uma publicitária do Sul chegou a perder um dia de trabalho para vir à São Paulo e conseguir um ingresso por "módicos" R$ 600,00.

Também em São Paulo, cerca de 500 pessoas dormiram na fila só para garantir um ingresso.

Enfim, são alguns exemplos de como as pessoas fizeram um enorme sacrifício para estarem perto de seu ídolo.

E meditando sobre essas "loucuras" todas, logo vem à nossa "mente cristã" pensamentos como: "isso é besteira", "é idolatria", "um sacrifício bobo"... dentre tantas outras definições que temos para classificar pessoas que vivem "idolatrando" os pop stars do mundo.

Mas pensando profundamente nos atos de "loucura" cometidos por essas pessoas, fica uma constatação: muitos deles conseguem ser mais dedicados aos seus "ídolos" que muitos de nós ao Senhor.

O que eles fazem é "loucura"?É ilusão e carnalidade?Sim, também acho.

Porém, fica uma questão:em que nós, como Igreja, de fato temos feito pelo Senhor, que supere ações deste tipo à ídolos mundanos?

Os fãs de Madonna conseguem ficar dias e noites em filas por um simples show.Nós não conseguimos ficar 4 h em uma vigilia de oração.

Eles investem R$600,00 reias num ingresso.Nós não temos coragem de enviar uma quantia igual para um missionário.

Eles tiram férias só para estarem perto de seus ídolos.Nós...

E o pior é que situações iguais se repetem em outras áreas:

* os mórmons e as testumunhas de Jeová, possuem uma organização incrível para o evangelismo porta em porta;

*a Igreja Católica possui uma posicionamento público muito mais firme em relação ao aborto que nossas Igrejas Evangélicas;

*os espíritas conseguem fazer um trabalho de ação social mais eficiente que muitos ministérios.

E por aí vai.

Até a blogosfera cristã deixa a desejar, pois a cerca de um mês atrás a Revista Época trouxe como capa a matéria “80 Blogs que você não pode perder”.

Sabem quantos de conteúdo cristão?Nenhum.

Seria preconceito ou nos falta buscar qualidade para competir com os "blogs do mundo"?

Será que nos interessamos em usar as inúmeras ferramentas disponibilzadas na internet para melhorar os nossos blogs?

Ou isso tudo estaria dentro do que disse certa vez o Senhor Jesus? "porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz." (Lc 16:8b)

Estaríamos caindo numa grave contradição?

Se servimos ao Senhor e valorizamos tanto o sacrifício que Ele fez por nós na Cruz, porque não nos dedicamos tanto às Suas "coisas" como muitos se dedicam ao mundo?

Se as pessoas conseguem se sacrificarem em torno de seus ídolos, religiões e projetos seculares, porque não nos empenhamos para fazer o melhor ao Deus vivo?

Continuaremos dormindo e acomodados ou iremos usar as habilidades que Deus nos deu para fazer qualquer coisa por Ele e para Ele com um zelo superior ao mundo?

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