Falar sobre dízimos e ofertas nos dias atuais tem se tornado cada vez mais difícil, dado a tantos escândalos que tem acontecido dentro de muitas igrejas relacionados a área financeira das mesmas.
Já postei um artigo aqui no blog sobre o tema, e resolvi falar novamente por achar que, apesar de ser um tema polêmico, ser de suma importância para qualquer crente consciente do seu papel como mantenedor da Casa de Deus.
No meio evangélico há várias linhas de pensamento sobre os dízimos e ofertas. Principalmente sobre o dízimo, já que o Novo Testamento não traz de forma explícita uma orientação sobre o ato de devolvermos os 10% dos nossos rendimentos financeiros a igreja.
Há ministérios que são totalmente contra o dízimo, outros tratam como um mandamento divino para os dias de hoje, e há os adeptos da teologia da prosperidade, que criaram um ensino de dependência dos dízimos e ofertas para recebermos as bençãos materiais do Senhor.
Enfim, é um tema bastante polêmico e cada um vê a coisa de uma forma diferente.
Eu, que aceitei a Cristo há mais de 10 anos, e já fui membro por cerca de 5 anos de uma igreja que adotou mais tarde a teologia da prosperidade, particularmente nunca entendi o dízimo como uma obrigação, lei, arma de barganha para conseguir bençãos materiais ou para não ser "punido" por Deus, como alguns sugerem.
Para mim, dízimo é um ato de adoração ao Senhor, pois nasceu no coração de Abraão, antes da Lei dada a Moisés, quando foi instituído como mandamento para a nação de Israel.
Em Gênesis 14.18-20, a Bíblia registra que Abraão acabara de obter uma grande vitória sobre alguns reis e que, no final da batalha, reunira um grande despojo e deu a Melquisedeque um décimo de tudo quanto obtivera na batalha:
“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.”
Portanto para mim, ser dizimista vai além de qualquer obrigação ou manipulação humana. Ser dizimista é ter o privilégio de ser participante da manutenção da Igreja de Cristo.
É gratidão ao Senhor, pois quando entrei pela primeira vez numa igreja evangélica, as portas da mesma estavam abertas graças aos dízimos e ofertas de pessoas que, apesar de não me conhecerem, já me amavam e esperavnm por mim naquele local.
Hoje, meu dízimo e o de muitos crentes que se dispõem a ofertar na Casa do Senhor, também serve para manter as portas de igrejas abertas, esperando pessoas que também não conhecemos, mas que amamos e esperamos que venham a aceitar a Cristo e congregar conosco.
Ser dizimista não é obrigação e sim um ato de amor ao Senhor, Sua igreja e Sua obra.
Adore a Deus com o seu dízimo e a sua oferta e verás o quanto é tremendo ser participante de um ato mais que especial.
Falar de dízimos e ofertas têm se tornado cada vez mais difícil, dado os vários problemas ocasionados por muitas Igrejas, devido ao ensino errado sobre o real motivo pelo qual devemos dizimar e ofertar na Casa do Senhor.
Gosto de analisar alguns fatos bíblicos que nos mostram como é tremendo ofertarmos algo ao Senhor Deus, com motivos corretos e sinceros.
Segundo a Bíblia, em Gênesis(14:18-20), Abraão foi a primeira pessoa a dar o dízimo ao Senhor.
Nos relata o texto que, Abraão ao regressar da vitória sobre os reis inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória:
"Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo;
e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra!
E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo."
Ali nascia o dízimo ao Senhor, no coração de Abraão.
Num coração grato, sem que houvesse nenhum mandamento, lei ou ordenação de Deus. Simplesmente, Abraão, por amor e gratidão ao Senhor Deus, entregou o dízimo.
E o que dizer do povo de Israel, quando da construção do Tabernáculo, em que Moisés teve que intervir e odernar que parassem de trazer ofertas:
"e receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham do para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam cada manhã ofertas voluntárias.
Então todos os sábios que faziam toda a obra do santuário vieram, cada um da obra que fazia, e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.
Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial, dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais." (Êxodo 36:3-6)
Que coisa tremenda! O texto diz claramente que Moisés teve que 'proibir o povo de trazer mais ofertas'!
Eles amavam tanto ao Senhor que queriam trazer e fazer muito mais pela Sua Obra, sem demonstrarem interesse algum, senão o de contribuir para a construção do Tabernáculo.
Quando entenderemos isso? Quando colocaremos o crescimento do Reino de Deus aqui na terra como prioridade e desprovidos de interesses pessoais?
Até quando continuaremos no mesquinho erro de tentar barganhar com Deus? De negociarmos aquilo que Ele mesmo nos deu em troca de bençãos materiais?
Qual a motivação do nosso coração?
Adoração, fidelidade e amor à Sua Igreja e às vidas que ainda não foram alcançadas por Cristo ou a negociata barata que domina o mundo?
