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No último Domingo, estava no culto na minha igreja e ao ouvir no momento do louvor uma música que gosto muito, comecei a pensar em algumas coisas.

Um trecho desta música (do conhecido grupo Clamor Pelas Nações) dizia:

"Se ele deu seu coração
Porque não posso dar o meu
Se ele deu a sua vida
Porque eu não daria a minha"


A igreja toda cantava em uma só voz e a adoração tomou conta daquele lugar.

Ao chegar em casa fiquei meditando naquele louvor e mais precisamente no trecho acima citado.

Então parei pra pensar:até onde aquilo que cantamos horas atrás tem sido real em minha vida?Será que quando declaramos certas coisas numa reunião, temos a exata noção do que isso significa?

Será que verdadeiramente daríamos ou estamos dando o nosso coração e a nossa vida por e para Jesus Cristo? Estaríamos dispostos mesmos até morrer por Sua causa?

Mesmo que saibamos que há inúmeros cristãos que cumprem isso sacrificando suas vidas nos campos missionários pelo mundo, será que a maioria de nós que vive dentro das igrejas, estamos dispostos a cumprir o que muitas vezes cantamos ou pregamos? O que declaramos dentro das igrejas, estamos realizando fora da mesma?

Ou nosso evangelho está distante do evangelho vivido e praticado pelos apóstolos na Igreja Neotestamentária?

E o nosso coração está em perfeita sintonia com aquilo que professamos?Ou as palavras do Mestre, registradas no livro de Mateus tem algo a dizer a nós? "Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim."(Mt 15:8)

Óbvio que não podemos generalizar, pois com certeza há pessoas que participam ativamente dos cultos em suas igrejas e vivem uma vida conforme a Palavra de Deus também fora dela.

Pessoas que, como mencionado acima, estão nos campos missionários, deixaram família, emprego, os estudos para trás para viverem pregando a Palavra de Deus pelo mundo. Ou mesmo fazendo a obra de Deus evangelizando em presídios, nas ruas, nas favelas, nos hospitais e deixando às vezes o cinema, o shopping, a praia etc em segundo plano.

Mas no geral, será que estamos dispostos mesmos a viver aquilo que temos externados ao Senhor?

São dúvidas que nos cerca e nos faz pensar se não estamos bem distantes de viver o verdadeiro evangelho de Cristo.

Ainda bem que, o Senhor nos ama independente das nossas fraquezas ou falhas e que somos eternamente dependentes das Sua ricas misericórdias.

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"Ora, quando Herodes viu a Jesus, alegrou-se muito; pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; e esperava ver algum sinal feito por ele; e fazia-lhe muitas perguntas; mas ele nada lhe respondeu." (Lucas 23:8,9)

Esta é uma das muitas passagens bíblica que nos mostra que nem sempre uma alegria exterior expressa a verdadeira adoração, louvor e honra devida ao Senhor Jesus.

Aqui vemos o relato do momento em que Cristo estava sendo interrogado um pouco antes de Sua crucificação.

Primeiro Ele tinha sido levado à Pôncio Pilatos que tendo-o examinado resolveu depois enviá-lo a Herodes, que era o governador da Galiléia.

Observem no texto que Herodes ao ficar diante de Cristo demonstrou que "há tempos desejava vê-lo" e também "alegrou-se muito" quando viu o Mestre.

Na verdade Herodes o tratou como se Ele fosse um mágico e gostaria que Jesus operasse um sinal.

Era um falso desejo. Era uma falsa alegria!

O que Herodes queria era um "show" de Jesus e que Ele demonstrasse o "Seus poderes miraculosos" para saciar seus desejos humanos.

Um fato parecido com este episódio ocorreu também com o s apóstolos no livro de Atos:

"E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo.
E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia;


Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade.


E estava ali um certo homem, chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica, e tinha iludido o povo de Samaria, dizendo que era uma grande personagem;

Ao qual todos atendiam, desde o menor até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus.

E atendiam-no, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas. Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.

E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.

Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João.

Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).

Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.

E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo." (Atos 8:5-19)

Vejamos que Simão, começou a seguir os apóstolos depois que viu as manifestações de poder do Espírito Santo(vv. 6,7) e via a alegria do povo (v.8) e ficou impressionado com o fato de que através da imposição de mãos dos apóstolos os samaritanos recebiam o Espírito Santo.

Notem a semelhança:Herodes diante de Jesus Cristo e Simão diante dos apóstolos. O que eles queriam?

Eles queriam o "show". Queriam satisfazer seus desejos humanos e impuros e pensavam que estavam diante de "mágicos" e não diante de Deus.

Amado leitor, sou crente pentecostal e também gosto muito de sentir o mover do Espírito Santo. E fico maravilhado com os sinais e prodígios que também hoje são realizados no meio da Igreja de Cristo através do Seu poder.

Mas é necessário antes de tudo isso, darmos o verdadeiro louvor e honra ao "dono dos sinais". O que importa é Quem Jesus é e não o que Ele pode nos dar.

Importa é reconhecer o Seu sacrifício na Cruz do Calvário que nos abriu a porta da salvação eterna.

Temos que desejar vê-lo face à face e adorá-lo independentemente de qualquer sinal, cura ou milagre.

Não podemos ser tão medíocres e desejá-lo por aquilo que Ele possa demonstrar para nós e sim pela Sua presença.

Ao nos aproximarmos Dele não podemos limitar nossa comunhão ao fato de sentirmos Sua presença, vermos ou recebermos algo do mesmo.

Só Ele nos basta.

Não quero "show". Quero somente Jesus Cristo.

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O capítulo 29 do livro de 1 Crônicas relata o momento em que o Rei Davi organizava os preparativos finais para a construção do templo e de sua sucessão pelo seu filho Salomão no trono de Israel.


Diz a Bíblia que ao falar à congregação, Davi conseguiu recolher muito ouro, prata e pedras preciosas doadas voluntariamente pelos príncipes das tribos de Israel e pelo povo.

E o Rei lovou grandemente ao Senhor:


"Pelo que Davi bendisse ao Senhor na presença de toda a congregação, dizendo: Bendito és tu, ó Senhor, Deus de nosso pai Israel, de eternidade em eternidade.
Tua é, ó Senhor, a grandeza, e o poder, e a glória, e a vitória, e a majestade, porque teu é tudo quanto há no céu e na terra; teu é, ó Senhor, o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos.
Tanto riquezas como honra vêm de ti, tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo.
Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos, e louvamos o teu glorioso nome.
Mas quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos fazer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos."
(1 Cr 29:10-14)


Nas palavras de Davi, vemos expressos sentimentos que deveriam estar plantados dentro de todos os corações dos servos do Senhor em qualquer época.


O Rei procurou deixar claro à todos que era necessário reconhecer que tudo aquilo que ganhamos honestamente provém unicamente de Deus.


Ele também expressou em suas palavras uma enorme humildade diante do Todo Poderoso e demonstrou grande gratidão por todo aquele acontecimento grandioso de adoração verdadeira ao Senhor. Davi reconheceu isso aqui e também durante toda sua vida como grande homem de Deus que foi.


E hoje, será que temos expressado tais sentimentos em relação ao que Deus tem feito em nossas vidas?


Ou quando conseguimos vitórias em alguma área computamos à nossa própria força, trabalho ou intelcto?


E nas nossas Igrejas, estaremos às vezes, até por falta de entendimento, dando glória aos mensageiros da Sua Palavra e não a Ele que é quem opera através de Seu poder?


Lógico que há coisas que compete ao homem fazer, como estudar, trabalhar e por em prática os ensinos da Palavra. E que também Deus usa pessoas para nos abençoar.



Mais e daí? Quem nos dá a saúde, as condições financeiras para estudar, a inteligência, os dons humanos? A quem pertence os ministérios na Igreja e os dons espirituais?


Quantos, infelizmente não conseguem compreender que tudo isso vem de Deus e que Sem Ele nada podemos.


Quantos rapidamente se esquecem até mesmo de agradecer depois de terem recebido algo, achando que o Senhor tem obrigações de fazê-lo.


Estão como os nove leprosos que depois de terem sidos curados, sumiram da presença de Jesus e somente um deles (que era estrangeiro) voltou para glorificá-lo:


"E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio da Samaria e da Galileia. E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe, E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.
E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.
E um deles, vendo que estava são, voltou, glorificando a Deu em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.
E, respondendo Jesus, disse; Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18 Não houve quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?"
(Lucas 17:11-19 )


Como não ter a consciência de que Sem Ele poderíamos nem estar vivos?


Que possamos aprender com o Rei Davi, e termos um eterno reconhecimento, humildade e gratidão ao Senhor, louvando e engradencendo o Seu Nome em toda a nossa vida.


A Ti, Senhor seja a honra, a glória e o poder para sempre.

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Falar sobre dízimos e ofertas nos dias atuais tem se tornado cada vez mais difícil, dado a tantos escândalos que tem acontecido dentro de muitas igrejas relacionados a área financeira das mesmas.

Já postei um artigo aqui no blog sobre o tema, e resolvi falar novamente por achar que, apesar de ser um tema polêmico, ser de suma importância para qualquer crente consciente do seu papel como mantenedor da Casa de Deus.

No meio evangélico há várias linhas de pensamento sobre os dízimos e ofertas. Principalmente sobre o dízimo, já que o Novo Testamento não traz de forma explícita uma orientação sobre o ato de devolvermos os 10% dos nossos rendimentos financeiros a igreja.

Há ministérios que são totalmente contra o dízimo, outros tratam como um mandamento divino para os dias de hoje, e há os adeptos da teologia da prosperidade, que criaram um ensino de dependência dos dízimos e ofertas para recebermos as bençãos materiais do Senhor.

Enfim, é um tema bastante polêmico e cada um vê a coisa de uma forma diferente.

Eu, que aceitei a Cristo há mais de 10 anos, e já fui membro por cerca de 5 anos de uma igreja que adotou mais tarde a teologia da prosperidade, particularmente nunca entendi o dízimo como uma obrigação, lei, arma de barganha para conseguir bençãos materiais ou para não ser "punido" por Deus, como alguns sugerem.

Para mim, dízimo é um ato de adoração ao Senhor, pois nasceu no coração de Abraão, antes da Lei dada a Moisés, quando foi instituído como mandamento para a nação de Israel.

Em Gênesis 14.18-20, a Bíblia registra que Abraão acabara de obter uma grande vitória sobre alguns reis e que, no final da batalha, reunira um grande despojo e deu a Melquisedeque um décimo de tudo quanto obtivera na batalha:

“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. E bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.”

Portanto para mim, ser dizimista vai além de qualquer obrigação ou manipulação humana. Ser dizimista é ter o privilégio de ser participante da manutenção da Igreja de Cristo.

É gratidão ao Senhor, pois quando entrei pela primeira vez numa igreja evangélica, as portas da mesma estavam abertas graças aos dízimos e ofertas de pessoas que, apesar de não me conhecerem, já me amavam e esperavnm por mim naquele local.

Hoje, meu dízimo e o de muitos crentes que se dispõem a ofertar na Casa do Senhor, também serve para manter as portas de igrejas abertas, esperando pessoas que também não conhecemos, mas que amamos e esperamos que venham a aceitar a Cristo e congregar conosco.

Ser dizimista não é obrigação e sim um ato de amor ao Senhor, Sua igreja e Sua obra.

Adore a Deus com o seu dízimo e a sua oferta e verás o quanto é tremendo ser participante de um ato mais que especial.

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"Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?"
(Salmo 42:1-2)

Você têm sede da presença de Deus? O seu coração, a sua alma, deseja ardentemente por Ele?

Meditando nas palavras do Salmista, fui levado a pensar em dois personagens bíblicos que puderam demonstrar de forma extraordinária um legítimo anseio de estar junto do Senhor Jesus.

O primeiro exemplo é de Simeão, um homem de avançada idade e que viu se cumprir a promessa de ver o Cristo antes de sua morte:

"Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
E fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.
E pelo Espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
Ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra;
Pois já os meus olhos viram a tua salvação"
(Lucas 2:25-30)

Que coisa tremenda! Aquele homem estava ali, com o menino Jesus em seus braços e louva a Deus por ter o privilégio de 'ver o Cristo do Senhor'.

Sua satisfação foi tamanha que ele faz uma declaração grandiosa: 'despedes em paz o teu servo... Pois já os meus olhos viram a tua salvação'.

Simeão, mesmo tendo esperado até sua velhice pela promessa de Deus, dava-se por satisfeito por estar ali, com o Salvador em seus braços. Era o que ele mais desejava! Ele queria somente ver Jesus!

Outro exemplo que nos deixa maravilhado com a intensidade do desejo de estar junto ao Mestre, é Maria Madalena.

Nos relata a Bíblia, no cap. 20 de João, que logo após a morte de Jesus ela foi ao sepulcro:
"No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro." (vs 20:1)
Ela foi a primeira a estar lá. Ninguém a acompanhou, nem mesmo os discípulos.
É um fato tão marcante que quando paro para pensar fico até constrangido com a vontade que aquela mulher tinha de estar junto de Jesus.

Os versículos a seguir, nos dá uma dimensão exata daquilo que ela estava sentindo:

"Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro,
e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus.
Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei."
(João 20:11-15)

Ela queria o Senhor perto dela. Queria levar o Seu corpo mesmo sabendo que estava morto.

Maria Madalena não se impressionou com os anjos. Não atentou para nada que estava acontecendo em sua volta, pois ela queria somente ver Jesus pela última vez.Ela o desejava de forma única e sincera.

Que dois grandes exemplos nos deixa Simeão e Maria Madalena!

Um real e verdadeiro desejo de amar e adorar ao Senhor Jesus. Sem interesses, sem pedir nada em troca, sem buscar Suas mãos.

Eles buscavam somente a Sua face e a Sua presença.Eles só queriam ver Jesus.

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