Uma das situações mais constrangedora para um crente é tomar uma lição de uma pessoa do mundo.
Pela lógica, deveria ser ao contrário, pois por conhecer e servir a Deus e Sua palavra, deveríamos sempre dar o exemplo.
Recentemente publiquei o post "Os Fãs de Madonna e os Seguidores de Cristo", onde cito alguns exemplos de como a Igreja de Cristo toma verdadeiras lições do mundo.
Agora veremos a história de Abraão, Sara e o rei filisteu Abimeleque:
"Partiu Abraão dali para a terra do Negebe, e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.
E havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã; enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara. Deus, porém, veio a Abimeleque, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Eis que estás para morrer por causa da mulher que tomaste; porque ela tem marido.
Ora, Abimeleque ainda não se havia chegado a ela: perguntou, pois: Senhor matarás porventura tambem uma nação justa?
Não me disse ele mesmo: É minha irmã? e ela mesma me disse: Ele é meu irmão; na sinceridade do meu coração e na inocência das minhas mãos fiz isto. Ao que Deus lhe respondeu em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la;" (Gn 20:1-6)
Abraão, que já tinha anteriormente cometido este mesmo erro no Egito, por medo de ser morto, apresenta novamente Sara como sua irmã e omite que era sua esposa.
E acaba assim, sendo constrangido pelas palavras do rei:
"Então chamou Abimeleque a Abraão e lhe perguntou: Que é que nos fizeste? e em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim o sobre o meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste o que não se deve fazer." (Gn 20:9)
Que lição tomou o "crente" Abraão do "mundano" Abimeleque!
Foi repreendido de forma dura e correta por alguém que não servia o Senhor: "...Tu me fizeste o que não se deve fazer."
Os papéis se inverteram: ao invés do "crente" ensinar, foi ensinado.
A sorte de Abraão é que Deus, em Sua grande e infinita misericórdia, às vezes livra Seus servos das consequências de erros cometidos.
A correta repreensão do "mundano" Abimeleque ao "crente" Abraão, mostra que às vezes, o mundo acaba dando algumas lições no povo de Deus.
Foi como Abimeleque estivesse dizendo para Abraão: "como você, que conhece e serve a Deus, usa da mentira e da omissão, sabendo que Ele não admite tal coisa? E ainda quase traz a morte para mim e meu povo..."
É, Abimeleque estava certíssimo.
Ainda bem que o Senhor deixou registrado na Bíblia Sagrada fatos como este, para que nós possamos ter a humildade de reconhecer que além de não sermos perfeitos, podemos aprender com qualquer situação ou com pessoas que estão a nossa volta.
Ainda que nãos sejam "crentes".
A gratidão é um dos sentimentos mais nobres que existe. Ser grato é abrir o coração e deixar fluir este sentimento que envolve a nossa alma. Ser grato é reconhecer um benefício que recebemos e que nada nos custou, embora seja algo tão caro e tão relevante. Para ser grato é preciso ter sensibilidade, humildade, enfim, é preciso ter amor.
Infelizmente, porém, quanta ingratidão ainda existe no mundo! E a ingratidão gera outros sentimentos como: reclamação, murmuração, ódio e vingança. Uma pessoa ingrata é capaz de pagar o bem com o mal agindo como se estivesse fazendo algo normal. Uma pessoa ingrata é espiritualmente cega, pois não vê e não reconhece o bem que recebe todo dia. Ela consegue transformar em maldição as bênçãos que Deus lhe concede enquanto caminha, trabalha e respira. Tudo é motivo para reclamação, impropérios, xingamentos e escândalo. Ela só vê o mal e sempre acusa as demais pessoas se esquecendo muitas vezes que nós colhemos aquilo que plantamos. É fácil reconhecer uma pessoa ingrata, pois geralmente ela nem responde o "bom dia" que recebe preferindo ficar calada, ou simplesmente virar o rosto. É uma pessoa extremamente triste, sozinha e infeliz.
Por outro lado, uma pessoa grata atrai coisas boas e está sempre pronta a fazer o bem, pois tem certeza de que está é a única forma de recebermos o bem. Ela ajuda as pessoas sem esperar nenhuma recompensa - e assim o faz em gratidão pelo que recebeu e recebe a cada dia. Ela é capaz de ver nas pequenas coisas grandes motivos para se alegrar e razões para agradecer, pois o seu coração é bom, sensível, amável e doce. Muitas vezes ela contagia a quem está por perto e consegue transformar um ambiente hostil num local agradável. Por onde passa há reações; suas palavras exalam perfume e transmitem alegria e um desejo incontrolável de fazer o bem. Na verdade, a gratidão gera outros sentimentos e forma uma corrente do bem. Só faz o bem quem reconhece que recebeu o bem e se sente impulsionado a espalhar a semente que germina e produz a bondade nos corações. Se a pessoa não tem este sentimento, ela age de forma mecânica e não vê razão para ajudar o próximo, pois não sente que foi ajudada. Esta é uma realidade que podemos ver todos os dias.
Seja grato, meu irmão! Agradeça a Deus pelo dia e pela flor que gentilmente se abre em nosso caminho. Agradeça pela luz, pelo ar, pelo alimento. Agradeça a Deus por este momento! A gratidão é um sentimento tão nobre que nos ensina que devemos ser gratos até pelas coisas ruins que nos acontecem. A gratidão, sem dúvida, é um dos sentimentos mais nobres inerentes ao ser humano. "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tessalonicenses 5.18). Amém.
Por Cícero Alvernaz
Fonte: Ultimato
As revistas de circulação nacional, inclusive as de moda e as que veiculam fotos de artistas, têm se utilizado de um artifício que é um verdadeiro "me engana que eu gosto": o famoso Photoshop.
Com ele, as rugas somem, tornando até as octagenárias em verdadeiras porcelanas ambulantes. Estrias e celulites, que já começam a preocupar as adolescentes, somem rapidamente. As gordinhas, nada curvilíneas, vêem a parecer cinturinhas de pilão e barriguinhas chapadas, como que num passe de mágica.
Estranho é que muitas modelos e artistas consentem nesse artifício manipulativo propiciado pela computação.
Este mundo do Photoshop favorece as editoras de revistas, entretanto, as modelos/artistas que vendem uma imagem irreal de si, e quem a compra, podem fazer aumentar as filas nas salas de espera das clínicas de psicoterapia, talvez por viverem uma crise de identidade.
Não bastasse a maquiagem para ajudar a disfarçar as imperfeições e realçar o que há de belo, o Photoshop retrata o nível de exagero a que chegou a ditadura da beleza, por incentivar a venda de uma imagem completamente irreal.
Tenhamos, nós cristãos, cautela para que os artifícios do Photoshop não sejam utilizados em nossa vida espiritual, de relacionamento com Deus, com os nossos irmãos e com aqueles que ainda não conhecem o Evangelho.
Há muita gente vendendo uma imagem de perfeição, parecendo mais um "santarrão", e impondo dogmas e ensinos que são mandamentos apenas de homens, que passam bem distantes das mensagens deixadas por Jesus e pelos apóstolos.
Para quem vive uma vida espiritual apenas de aparências, adverte Jesus: “Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas”. (Marcos 7:8) ... “Pois (estes) atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).
Contra o farisaismo e o legalismo, o Apóstolo Paulo labutou tenazmente, como se depreende também da seguinte passagem bíblica: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Colossenses 1:16-23).
Muito se vê no meio evangélico líderes e pastores que chegam até a proibirem as suas ovelhas de visitarem igrejas de outros ministérios, inclusive da mesma denominação. Será que o céu está reservado para membros de um só ministério denominacional? Este é o cúmulo do exclusivismo e do separatismo!
A própria Palavra adverte a quem assim procede: .. “Está Cristo dividido ?” (1 Coríntios 1:13a) ... “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).
Ainda conforme as Escrituras, João fez uma declaração que recebeu reprovação da parte de Jesus. Analisemos o que está contido em Marcos 9:38-40: “E João respondeu a Jesus, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).
Ninguém é salvo pela denominação que frequenta, mas pela fé em Cristo, “porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:20).
“Olhais para as coisas segundo a aparência? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo, que, assim como ele é de Cristo, também nós de Cristo somos”. (2 Coríntios 2:10).
“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”. (Gálatas 6:15).
Chega de Photoshop: só Jesus é perfeito !
”... porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”. (Lucas 18:14b).
Por Fernando Sampaio
A turnê da cantora Madonna no Brasil chegou ao fim ontem(21/12) em São Paulo com estádio lotado, assim como já tinha acontecido no Rio de Janeiro.
E uma coisa me chamou a atenção nessa passagem de Madonna pelo Brasil.
Pude ler e ver alguns relatos e atitudes de fãs da cantora americana cometendo várias "loucuras" para assistir os shows.
Um advogado tirou férias neste mês só para não perder nenhum momento da estada da pop star no país.
Uma publicitária do Sul chegou a perder um dia de trabalho para vir à São Paulo e conseguir um ingresso por "módicos" R$ 600,00.
Também em São Paulo, cerca de 500 pessoas dormiram na fila só para garantir um ingresso.
Enfim, são alguns exemplos de como as pessoas fizeram um enorme sacrifício para estarem perto de seu ídolo.
E meditando sobre essas "loucuras" todas, logo vem à nossa "mente cristã" pensamentos como: "isso é besteira", "é idolatria", "um sacrifício bobo"... dentre tantas outras definições que temos para classificar pessoas que vivem "idolatrando" os pop stars do mundo.
Mas pensando profundamente nos atos de "loucura" cometidos por essas pessoas, fica uma constatação: muitos deles conseguem ser mais dedicados aos seus "ídolos" que muitos de nós ao Senhor.
O que eles fazem é "loucura"?É ilusão e carnalidade?Sim, também acho.
Porém, fica uma questão:em que nós, como Igreja, de fato temos feito pelo Senhor, que supere ações deste tipo à ídolos mundanos?
Os fãs de Madonna conseguem ficar dias e noites em filas por um simples show.Nós não conseguimos ficar 4 h em uma vigilia de oração.
Eles investem R$600,00 reias num ingresso.Nós não temos coragem de enviar uma quantia igual para um missionário.
Eles tiram férias só para estarem perto de seus ídolos.Nós...
E o pior é que situações iguais se repetem em outras áreas:
* os mórmons e as testumunhas de Jeová, possuem uma organização incrível para o evangelismo porta em porta;
*a Igreja Católica possui uma posicionamento público muito mais firme em relação ao aborto que nossas Igrejas Evangélicas;
*os espíritas conseguem fazer um trabalho de ação social mais eficiente que muitos ministérios.
E por aí vai.
Até a blogosfera cristã deixa a desejar, pois a cerca de um mês atrás a Revista Época trouxe como capa a matéria “80 Blogs que você não pode perder”.
Sabem quantos de conteúdo cristão?Nenhum.
Seria preconceito ou nos falta buscar qualidade para competir com os "blogs do mundo"?
Será que nos interessamos em usar as inúmeras ferramentas disponibilzadas na internet para melhorar os nossos blogs?
Ou isso tudo estaria dentro do que disse certa vez o Senhor Jesus? "porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz." (Lc 16:8b)
Estaríamos caindo numa grave contradição?
Se servimos ao Senhor e valorizamos tanto o sacrifício que Ele fez por nós na Cruz, porque não nos dedicamos tanto às Suas "coisas" como muitos se dedicam ao mundo?
Se as pessoas conseguem se sacrificarem em torno de seus ídolos, religiões e projetos seculares, porque não nos empenhamos para fazer o melhor ao Deus vivo?
Continuaremos dormindo e acomodados ou iremos usar as habilidades que Deus nos deu para fazer qualquer coisa por Ele e para Ele com um zelo superior ao mundo?
As diversas turbulências que tem acontecido no mundo e na Igreja, muitas vezes nos deixam sufocados e angustiados.
Vemos no mundo atual uma grande crise econômica, violência, catástrofes, maldades, corrupção etc. "...pois vejo violência e contenda na cidade.
Dia e noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; também iniqüidade e malícia estão no meio dela.
Há destruição lá dentro; opressão e fraude não se apartam das suas ruas." (Sl 55:6-8)
Na Igreja de Cristo a situação também tem sido dolorida:heresias, dissenssões, escândalos, divórcio, resistência às verdades bíblicas... "Pois não é um inimigo que me afronta, então eu poderia suportá-lo; nem é um adversário que se exalta contra mim, porque dele poderia esconder-me;
mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu amigo íntimo.
Conservávamos juntos tranqüilamente, e em companhia andávamos na casa de Deus." (Sl 55:12-14)
E com tantos problemas nos cercando, dificilmente não somos atingidos de alguma forma por essas dificuldades.
E em meio à tantas lutas, sejam elas seculares ou espirituais, muitas vezes a vontade é de fugir de tudo isso. "Pelo que eu disse: Ah! quem me dera asas como de pomba! então voaria, e encontraria descanso.
Eis que eu fugiria para longe, e pernoitaria no deserto.
Apressar-me-ia a abrigar-me da fúria do vento e da tempestade." (Sl 55:6-8)
Porém, isso não é possível, visto que o próprio Senhor Jesus nos diz: "Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 16:33)
Sendo assim, a resposta e única solução em momentos angustiantes como estes, tanto no mundo como na Igreja de Cristo, é invocar o Deus vivo a todo instante: "Mas eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará.
De tarde, de manhã e ao meio-dia me queixarei e me lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
Livrará em paz a minha vida" (Sl 55:16-18a).
Devemos lançar sobre Ele todas as nossas preocupações: "Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado." (Sl 55:22)
E assim, com certeza teremos a vitória para continuar firmes na caminhada com o Senhor Jesus Cristo, mesmo em meio há tantas tribulações.
Uma das maiores demonstrações do amor verdadeiro entre seres humanos foi o que aconteceu entre Davi e Jônatas.
Nos diz a Bíblia que Jônatas, que era filho do rei Saul, portanto seu herdeiro, ao conhecer Davi fez uma aliança com ele.
"E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.
E Saul naquele dia o tomou, e não lhe permitiu que voltasse para casa de seu pai.
E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto." (1 Sm 18:1-3)
E selaram essa grande amizade com um pacto, quando Davi era perseguido pelo pai de Jônatas: "Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá; e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é o meu crime? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?(...)Então disse Jônatas a Davi: Vem e saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo.
E disse Jônatas a Davi: O SENHOR Deus de Israel seja testemunha! Sondando eu a meu pai amanhã a estas horas, ou depois de amanhã, e eis que se houver coisa favorável para Davi, e eu então não enviar a ti, e não to fizer saber;
O SENHOR faça assim com Jônatas outro tanto; que se aprouver a meu pai fazer-te mal, também to farei saber, e te deixarei partir, e irás em paz; e o SENHOR seja contigo, assim como foi com meu pai.
E, se eu então ainda viver, porventura não usarás comigo da beneficência do SENHOR, para que não morra?
Nem tampouco cortarás da minha casa a tua beneficência eternamente; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra a cada um dos inimigos de Davi.
Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O SENHOR o requeira da mão dos inimigos de Davi.
E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma." (1 Sm 20:1, 11-17)
Essa amizade entre eles era tão forte que Jônatas quase foi morto pelo seu próprio pai Saul, que odiava a Davi e temia que o filho perdesse o futuro trono de Israel para o mesmo: "Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda buscá-lo, agora, porque deve morrer.
Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que fez ele?
Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi. " (1 Samuel 20:31-33)
No final do livro de 1 Samuel há o relato da morte de Saul, de Jônatas e seus irmãos.
A história segue em 2 Samuel e logo no primeiro capítulo, vemos um fato que dimiensiona o tamanho da grande amizade entre Davi e Jônatas.
Ao receber a notícia da morte deles, vejam como reage Davi: "Saul e Jônatas, tão queridos e amáveis na sua vida, também na sua morte não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões.
Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia deliciosamente de escarlata, que vos punha sobre os vestidos adornos de ouro.
Como caíram os valorosos no meio da peleja!
Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.
Como caíram os valorosos, e pereceram as armas de guerra!" (2 Sm 1:23-27)
E no capítulo 9, temos o desfecho incrível para marcar a amizade verdadeira do agora rei Davi e do seu amigo Jônatas.
Pois o rei procura se existe alguém da família de Jônatas que fosse vivo para que o pacto feito no passado fosse cumprido. "Disse Davi: Resta ainda alguém da casa de Saul, para que eu use de benevolência para com ele por amor de Jônatas?
E havia um servo da casa de Saul, cujo nome era Ziba; e o chamaram à presença de Davi. perguntou-lhe o rei: Tu és Ziba? Respondeu ele: Teu servo!
Prosseguiu o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar com ele da benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado dos pés.
E Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, veio a Davi e, prostrando-se com o rosto em terra, lhe fez reverência. E disse Davi: Mefibosete! Respondeu ele: Eis aqui teu servo.
Então lhe disse Davi: Não temas, porque de certo usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai; e tu sempre comerás à minha mesa." (2 SM 9:1-3,6,7)
E assim o rei Davi cumpriu o que tinha prometido ao seu amigo mesmo depois da morte do mesmo.
Os laços de irmandade visto nessa história deixa um grande exemplo para a Igreja de Cristo. Por mais que vivamos em um mundo onde a indiferença, falsidade, egoísmo e a inveja tem destruído as relações, a Igreja tem que fazer diferente.
Pois o amor entre os irmãos é o distintivo de uma vida transformada pelo poder de Deus.
"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros". (1 Ts 4.9)
Tomar o exemplo dessa incrível amizade entre o rei Davi e Jônatas para a Igreja hoje pode parecer utópico, mas se servimos ao mesmo Deus, podemos pedir para que Ele forje em nós um coração sincero e amável para com os nossos irmãos em Cristo.
E assim cumpriremos o que o Mestre recomendou aos discípulos: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."(Jo 13:34,35)
Que o Senhor nos ajude a gerar sentimentos verdadeiros como os que o rei Davi tinha em relação a Jônatas, para assim vivermos a verdadeira comunhão que Cristo deseja na Sua Igreja.
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No último Domingo, estava no culto na minha igreja e ao ouvir no momento do louvor uma música que gosto muito, comecei a pensar em algumas coisas.
Um trecho desta música (do conhecido grupo Clamor Pelas Nações) dizia:
"Se ele deu seu coração
Porque não posso dar o meu
Se ele deu a sua vida
Porque eu não daria a minha"
A igreja toda cantava em uma só voz e a adoração tomou conta daquele lugar.
Ao chegar em casa fiquei meditando naquele louvor e mais precisamente no trecho acima citado.
Então parei pra pensar:até onde aquilo que cantamos horas atrás tem sido real em minha vida?Será que quando declaramos certas coisas numa reunião, temos a exata noção do que isso significa?
Será que verdadeiramente daríamos ou estamos dando o nosso coração e a nossa vida por e para Jesus Cristo? Estaríamos dispostos mesmos até morrer por Sua causa?
Mesmo que saibamos que há inúmeros cristãos que cumprem isso sacrificando suas vidas nos campos missionários pelo mundo, será que a maioria de nós que vive dentro das igrejas, estamos dispostos a cumprir o que muitas vezes cantamos ou pregamos? O que declaramos dentro das igrejas, estamos realizando fora da mesma?
Ou nosso evangelho está distante do evangelho vivido e praticado pelos apóstolos na Igreja Neotestamentária?
E o nosso coração está em perfeita sintonia com aquilo que professamos?Ou as palavras do Mestre, registradas no livro de Mateus tem algo a dizer a nós? "Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim."(Mt 15:8)
Óbvio que não podemos generalizar, pois com certeza há pessoas que participam ativamente dos cultos em suas igrejas e vivem uma vida conforme a Palavra de Deus também fora dela.
Pessoas que, como mencionado acima, estão nos campos missionários, deixaram família, emprego, os estudos para trás para viverem pregando a Palavra de Deus pelo mundo. Ou mesmo fazendo a obra de Deus evangelizando em presídios, nas ruas, nas favelas, nos hospitais e deixando às vezes o cinema, o shopping, a praia etc em segundo plano.
Mas no geral, será que estamos dispostos mesmos a viver aquilo que temos externados ao Senhor?
São dúvidas que nos cerca e nos faz pensar se não estamos bem distantes de viver o verdadeiro evangelho de Cristo.
Ainda bem que, o Senhor nos ama independente das nossas fraquezas ou falhas e que somos eternamente dependentes das Sua ricas misericórdias.
Acredito que no mundo cinematográfico o filme com maior número de seqüências tenha sido a película policial intitulada 007, certamente, pelos valores promissores arrecadados nas bilheterias do mundo inteiro.
Segundo o dicionário Wikipédia, James Bond, também conhecido pelo código 007, é um agente secreto britânico fictício, criado pelo escritor inglês Ian Fleming em 1953. Bond trabalha no serviço de espionagem MI-6. James Bond foi primeiramente apresentado ao público em livros de bolso na década de 50 e logo tornou-se um sucesso de vendagem entre os britânicos. Em seguida tornou-se uma grande franquia no cinema, com vinte e um filmes desde 1962, sendo que o 22º está planejado para este ano (2008), com o seguinte título: 007 - Quantum of Solace, a ser interpretado pela segunda vez pelo ator Daniel Craig, o sexto James Bond até o presente momento.
Até pouco tempo atrás, usava uma Bíblia com letra pequeníssima, que cabia no bolso da minha camisa.
Isto fazia alguns irmãos, em tom de brincadeira, chamarem-me de “Crente 007”.
Sempre quando isto acontecia, parava para fazer uma introspecção acerca do meu compromisso com Cristo.
É inegável que o cristianismo genuíno nunca foi algo que tornasse os seguidores de Jesus bem aceitos por todas as pessoas e em todos os lugares.
A prova disto é que muitos irmãos ainda hoje são torturados e mortos em vários países, fazendo-nos ainda lembrar os mártires da fé da igreja primitiva, perseguidos e violentamente mortos pelo Império Romano.
O Senhor Jesus profetizou acerca de si mesmo: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).
Importante é também lembrarmos que, nos primeiros séculos da era cristã, o martírio impetrado aos cristãos pelos romanos incentivou o crescimento da Igreja do Senhor Jesus Cristo na terra.
Entretanto, não são poucos os cristãos de hoje que andam despretensiosamente no meio da multidão, e em nada influenciam o ambiente onde vivem, estando longe de parecerem com “o sal e a luz do mundo”, como desafios impostos pelo Senhor Jesus ao seu povo.
Talvez estes irmãos não tenham sido doutrinados corretamente, principalmente nestes dias da tão famigerada Teologia da Prosperidade, onde muitos buscam a Deus apenas por coisas terrenas e não por uma conversão verdadeira.
Muitos destes "cristãos" são tipo 007, mais parecidos com um espião, capaz de negarem facilmente a sua real “identidade na fé”, talvez para não saírem perdendo em alguma área da vida (que dirá se fossem colocar em risco a própria vida, como os mártires da fé do passado?).
Vejamos a seguinte advertência dada pelo Senhor Jesus: “Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10:33).
Tenho a humildade de reconhecer, como demonstração da minha fraqueza, que, na minha escalada cristã, já senti em certas ocasiões uma certa timidez para testemunhar da minha fé, mas ao menos quando isto aconteceu (e ainda que se repita), pedi(rei) perdão ao Senhor.
Ainda é verdade que algumas pessoas, quando não chegam a negar a identidade cristã, relativizam os princípios da fé, vindo até a parecerem também com um camaleão, cuja cor varia de conformidade com o ambiente. Muitos destes são os que “confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra” (Tt 1:16).
Para terminar esta reflexão, caro leitor, que se diz cristão, faço-lhe apenas uma pergunta: Qual é o seu nome?
Só não me diga que é “Bond, James Bond”!
Por: Fernando Sampaio - http://www.ultimato.com.br/
"Ora, seja-me permitido cantar para o meu bem amado uma canção de amor a respeito da sua vinha. O meu amado possuía uma vinha num outeiro fertilíssimo.
E, revolvendo-a com enxada e limpando-a das pedras, plantou- a de excelentes vides, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas.
Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?
Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, e será devorada; derrubarei a sua parede, e sera pisada;
e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiro; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor." (Isaías 5:1-7)
E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.
E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo.
E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.
Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.
E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.
Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos." (Mateus 21:33-41,43)
Por René Vasconcelos
Existe um grande questionamento que assombra a humanidade desde seus primórdios; porque existe a pobreza? Porque essa distribuição desigual de renda, de oportunidade? O que permite a pessoa enriquecer ou empobrecer?
Muitos filósofos e pensadores de renome tentaram explanar de um modo sociológico esse fenômeno, outros culparam regimes governamentais, outros a política econômica, como o capitalismo. Existem inúmeras respostas, inúmeros porquês e nenhuma solução.
Nas igrejas o assunto é ainda mais profundo; porque Deus permite a pobreza? Porque existem cristãos fiéis pobres e ricos, se eles são fiéis na mesma proporção? Pior; porque existem tantas pessoas perversas com tanto dinheiro enquanto cristãos fiéis passam por tantos problemas financeiros? Porque o Senhor, o qual afirmamos justo, permite tamanha discrepância?
E teologia da prosperidade?
Os colonizadores dos EUA desenvolveram uma visão teológica deturpada baseada no Calvinismo. Eles tinham a visão de que as pessoas escolhidas por Deus para a salvação eram marcadas por serem bem-afortunadas e prósperas, enquanto as pessoas não escolhidas por Deus tinham como marca a pobreza e a miséria. As igrejas neo-pentecostais remontam essa antiga visão deturpada e tratam a pobreza como um castigo divino ou uma ação do demônio.
Essas denominações anunciam em rádios ou TVs que, caso a pessoa ingresse a tal igreja, ela será abençoada e seus problemas financeiros terão fim, se utilizando da já famosa Teologia da Prosperidade. Essa falsa teologia tem por fim indicar que todo o servo fiel do Senhor deve ser próspero financeiramente e, caso não seja, indica que há algo de errado em sua vida.
Essa é uma visão anti-bíblica visto que, se observarmos Jesus Cristo como homem, ele era apenas um carpinteiro de uma humilde região; ele não era próspero financeiramente, morava em uma casa, segundo pesquisas recentes registram, com no máximo dois cômodos, não tinha a menor vergonha disso e muito menos se sentia menos abençoado por, sendo Deus, nascer pobre.
Mas porque a pobreza?
Agora, reflitamos mais sobre a pobreza; ser pobre não significa viver em miséria. Você pode não ter dinheiro para comprar o que você deseja ou o que seu filho deseja ou até passar por dificuldade com as contas do mês; isso é reflexo da economia do seu país, das oportunidades que você teve e até mesmo das suas decisões, tomadas ao longo da sua vida.
Devemos parar de sermos egoístas e pensar que só por sermos cristãos a prosperidade deveria ser mais fácil para nós. Todos, cristãos ou não, são passíveis da riqueza ou da pobreza; não é algo espiritual. Jesus não nos engana quanto às dificuldades do mundo: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16.33)
Mas o Senhor não diz que o justo prosperará?
Devemos ter em mente que as bençãos do Senhor não são simplesmente em bens materiais; podem ser em saúde, na família, em sabedoria e outras virtudes que não apenas o dinheiro. “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.” (Sl 37.11)
Quando a Bíblia fala em “herdar a terra” não significa posses; está relacionado a abençoar a sua descendência, assim como foi feita a promessa a Abraão. Abraão não possuiu a terra de Israel mas a sua descendência tomou posse dela e a povoou por causa da retidão de Abraão. Você sendo reto talvez não tenha posses, mas terá uma família abençoada e abundante em paz, graças a sua retidão.
Então um justo pode passar fome?
Não devemos aceitar é a miséria; devemos trabalhar e lutar incessantemente para que não falte o pão em nossas casas! Isso é nosso dever. Uma pessoa justa, com capacidade de trabalhar, não ficará parada esperando Deus abençoar; irá trabalhar sem preguiça para que pelo menos o pão não falte na mesa de seus filhos.
Esperar sentado Deus abençoar não é uma atitude honesta de quem tem condições de trabalhar. É certo que vivemos tempos em que é muito difícil arranjar emprego, mas não devemos desanimar de procurar, nem sentar esperando por um. “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” (Sl 37.25)
E quanto aos injustos que enriquecem?
Como já dissemos, todos são passíveis de pobreza e riqueza. Não devemos de maneira nenhuma achar que uma pessoa mais rica é mais abençoada que você; ela é rica também por um conjunto de situação econômica do país, oportunidades (como heranças e possibilidade de melhor estudo) e escolhas que ela fez ao longo da vida.
Não podemos invejar, pois se a pessoa for injusta, ela terá a sua recompensa em seu determinado tempo. “Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.” (Sl 37.7)
Conclusão
Assim como não devemos achar que a riqueza é sinal de benção, também não podemos achar que a pobreza é um sinal de santidade. Você pode muito bem almejar uma situação financeira melhor e trabalhar muito para tal. O que você não deve é deixar que isso seja o mais importante para você, nem medir as pessoas por sua posição social.
Outra coisa que devemos observar também é que existem pessoas com mais facilidade em ganhar dinheiro que outras. O autor de Eclesiastes nos diz que isso é um dom de Deus.
Devemos nos importar em tentar viver bem com o nosso salário, seja ele grande ou pequeno, mas que seja justo e honesto e recebido com alegria.
“Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção. Quanto ao homem a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.” (Ec 5.18,19)
Que procuremos trabalhar, suar a camisa pelo sustento de nossa família e adorar a Deus através de nossa alegria em receber nosso salário, fruto do nosso esforço. Se existem diferenças sociais, elas se acabam quando existe um coração que se alegra pelo fruto de suas mãos. Paremos de querer colher mais do que plantamos. Paremos de indagar pela história dos outros e sejamos responsáveis pela nossa própria história.
Fonte: CACP
Por Ricardo Barbosa de Sousa
Na sociedade moderna, a tolerância transformou-se na maior de todas as virtudes. Aceita-se tudo, não se critica nada. O que mais me preocupa não é a capacidade de compaixão e paciência que a tolerância produz em nós, mas a ausência, cada vez maior, de valores e princípios absolutos que nos ajudam a separar o justo do injusto, o certo do errado.
O sociólogo francês Gilles Lipovetsky, em seu livro “A Sociedade Pós-Moralista”, descreve assim a tolerância na cultura moderna: “A tolerância adquire uma maior fundamentação social não tanto pelo fortalecimento da compreensão dos deveres de cada um perante o próximo, mas em razão de uma nova dimensão cultural que rejeita os grandes projetos coletivos, exaurindo de sentido o moralismo autoritário, diluindo o conteúdo das discussões ideológicas, políticas e religiosas de toda a conotação de valor absoluto, orientando cada vez mais os indivíduos rumo à sua própria meta de realização pessoal”. Ou seja, a ausência de uma consciência coletiva, a rejeição a qualquer verdade que seja absoluta e a busca pela realização pessoal geram uma forma perigosa de tolerância.
Entretanto, o perigo da rejeição a uma verdade absoluta está no fato de que ser tolerante hoje implica, necessariamente, não julgar, não ter mais critérios que separem o bem do mal, o justo do injusto; e, uma vez que não julgamos mais, poucas coisas nos chocam ou abalam e, quando o fazem, é por pouco tempo. Vivemos um estado de normalidade caótica, de paz frágil, de tranqüilidade tão relativa quanto os nossos valores.
Na oração de confissão de Daniel há uma declaração que vem se tornando cada dia mais rara entre nós: “A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha” (Dn 9.7). Isto não acontece mais. Somos demasiadamente tolerantes para “corar de vergonha”. Mesmo diante de fatos trágicos e deploráveis que vemos todos os dias, o máximo que conseguimos é uma indignação passageira. Porém, é a possibilidade de corar de vergonha que não me permite rir da corrupção, achar normal a promiscuidade, conviver naturalmente com a maldade e a mentira, ou, ainda, achar graça da injustiça.
Vivemos numa cultura que se orgulha do pecado, glamourizando-o através dos meios de comunicação, fazendo das tribunas públicas um palco de mentiras, organizando marchas para celebrá-lo, rindo da corrupção, exaltando a esperteza. E ninguém fica corado de vergonha.
Daniel contrasta, de um lado, a natureza justa de Deus e, de outro, a corrupção e a injustiça do seu povo. Ele só é capaz de fazer isto porque sua ética e moral estão ancoradas em verdades absolutas sobre as quais não pode haver tolerância. A conclusão a que ele chega é que, diante da justiça divina e do quadro trágico de um povo que se orgulha de sua maldade, o que sobra é o “corar de vergonha”.
Ele nos apresenta aqui a importância de uma vergonha saudável e essencial na preservação da dignidade humana e espiritualidade cristã. A vergonha aqui é a virtude que nos ajuda a reconhecer nossos erros, limitações, faltas e pecados porque ainda somos capazes de perceber que existe algo melhor, mais belo, mais sublime, mais nobre, mais justo, mais santo e mais humano pelo qual vale a pena lutar. A vergonha nos impõe um limite. É por isto que o caminho para o crescimento e amadurecimento passa pela capacidade de ficar corado de vergonha diante de tudo aquilo que compromete a justiça e a santidade. No caminho da santidade lidamos com o amor, verdade, bondade, justiça, beleza, entrega, doação e cuidado. A falta de vergonha nos leva a negar este caminho e optar pela mentira, manipulação, engano, falsidade, hipocrisia e violência.
“Corar de vergonha” é uma virtude que falta na experiência espiritual moderna, a virtude de olhar para o pecado que habita em nós, a mentira e o engano que residem nos porões da alma, a injustiça que se alimenta do egoísmo, a malícia que desperta os desejos mais mesquinhos, e se entristecer. Precisamos reconhecer que foram os nossos pecados que levaram o Santo Filho de Deus a sofrer a vergonha da cruz. Quando olhamos para a cruz e contemplamos nela a beleza e a pureza do amor, só nos resta “corar de vergonha”.
Fonte: Ultimato
"Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade." (2 Timóteo 2:19)
Nas palavras de Paulo dirigidas à Timóteo, notamos a importante recomendação do apóstolo para todo aquele que segue a Jesus Cristo, procure viver longe de qualquer "iniquidade".
A palavra "iniquidade" é derivada da palavra "equidade" que significa igualdade, retidão e justiça. Logo, "iniquidade" significa o contrário: desigualdade, mau procedimento e injustiça.
No mundo de hoje, os seguidores de Jesus Cristo vivem num grande dilema: como pôr em prática instruções Bíblicas concernente ao modo de vida, numa sociedade tomada pelo individualismo e avesso à qualquer tipo de norma e respeito à autoridades?
Sabemos que Jesus Cristo nos libertou do mundo, da morte eterna, do poder do pecado e das garras de satanás. Ele nos chamou para sermos livres e fez conosco uma nova aliança com o Seu sangue e sepultou o velho concerto regido pela lei.
Porém à luz da Palavra, podemos afirmar que há limites sim, impostos pela Bíblia para um povo que decidiu viver debaixo do senhorio de Cristo. Não um limite imposto por força e legalismo, mas os limites da própria graça divina que nos faz obedecer às determinações do Senhor: "e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." (Romanos 6:18)
No texto o apóstolo é enfático: "...qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade". Até no Velho Testamento, vemos homens de Deus como Eliseu que se portavam de forma equilibrada entre as pessoas: "Sucedeu também certo dia que Eliseu foi a Suném, onde havia uma mulher rica que o reteve para comer; e todas as vezes que ele passava por ali, lá se dirigia para comer. E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus." (2 Reis 4:8,9)
Notemos que aquela mulher "observava" o modo de vida do profeta, que certamente se preocupava em viver longe de qualquer coisa que denegrisse sua imagem.
O "fundamento de Deus" que é a Sua Igreja verdadeira, possui um "selo" com duas dicas que atestam a autenticidade dos verdadeiros servos do Senhor:
1- O reconhecimento de Deus àqueles que são fiéis à Sua Palavra;
2- Os que pertecem de fato à Ele, procuram viver longe de toda e qualquer deformação e desequílibrio moral, pessoal e espiritual.
O mundo prega uma vida centrada numa liberdade que está mais para "libertinagem", onde não se respeita mais nada e nem ninguém e onde "cada um pode fazer o que quiser".
Porém, nós que pertecemos a Jesus Cristo temos a obrigação de vigiar e nos policiar contra todo "desequílibrio" que venha a manchar o Nome de Jesus Cristo e da Sua Igreja.
É preciso andar no "equílibrio" em todos os lugares que estivermos. Seja dentro do nosso lar, na escola, no trabalho, na rua, na maneira de falar e até de se vestir. A preocupação com um bom testemunho com "os que estão de fora da Igreja", passa pelas nossas atitudes e também pelo exterior e com certeza se faz necessário num mundo tão imoral como o atual.
É necessário seguir à risca o que o apóstolo Paulo recomenda para assim podermos ostentar o "selo" de um autêntico servo do Senhor.
Pois Jesus nos chamou para vivermos num estilo de vida de aceitação, compromisso e serviço em prol do Reino de Deus e ao cumprimento da Sua Palavra.
"Tu, ó Senhor, me conheces; lembra-te de mim, visita-me, e vinga-me dos meus perseguidores; não me arrebates, por tua longanimidade. Sabe que por amor de ti tenho sofrido afronta. Acharam-se as tuas palavras, e eu as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração; pois levo o teu nome, ó Senhor Deus dos exércitos. Não me assentei na roda dos que se alegram, nem me regozijei. Sentei-me a sós sob a tua mão, pois me encheste de indignação." (Jeremias 15:15-17)
Toda vez que leio alguma passagem do livro do Profeta Jeremias sou levado a escrever sobre fatos ocorridos na vida deste grande homem de Deus.
Sabemos que Jeremias foi um homem exerceu seu ministério numa da mais tristes épocas vividas pelo povo de Deus.
Ele foi testemunha das invasões de Judá, da destruição de Jerusalém e do templo pelo exército babilônico.
Foi um tempo de extema dor para o profeta, pois além de ter que profetizar à nação em meio a um grande declínio espiritual, ainda teve que assistir a sua inevitável queda. Com certeza isso mostrou ainda mais, que ele era um homem talhado para fazer a obra do Senhor Deus.
Por profetizar de forma dura e sem bajulações aos homens, ele foi rejeitado, desprezado e combatido pelos religiosos:
"E o Senhor mo fez saber, e eu o soube; então me fizeste ver as suas ações. Mas eu era como um manso cordeiro, que se leva à matança; não sabia que era contra mim que maquinavam, dizendo: Destruamos a árvore com o seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, para que não haja mais memória do seu nome. Mas, ó Senhor dos exércitos, justo Juiz, que provas o coração e a mente, permite que eu veja a tua vingança sobre eles; pois a ti descobri a minha causa." (Jr 11:18-20)
Apesar disso, jamais deixou de se colocar na "brecha", e intercedia constantemente pelo povo ante ao Senhor:
"Ah, Senhor! reconhecemos a nossa impiedade e a iniqüidade de nossos pais; pois contra ti havemos pecado. Não nos desprezes, por amor do teu nome; não tragas opróbrio sobre o trono da tua glória; lembra-te, e não anules o teu pacto conosco." (Jr 14:20,21)
Foi ferido e preso de forma injusta:
"Ora Pasur, filho de Imer, o sacerdote, que era superintendente da casa do Senhor, ouviu Jeremias profetizar estas coisas. Então feriu Pasur ao profeta Jeremias, e o meteu no cepo que está na porta superior de Benjamim, na casa do Senhor." (Jr 20:1,2)
Sofreu muito pelo mal que acontecia dentro da Casa do Senhor:
"Quanto aos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como um homem embriagado, e como um homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa das suas santas palavras. Porque tanto o profeta como o sacerdote são profanos; até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor." (Jr 23:9,11)
Foi preso e ferido novamente:
"E os príncipes ficaram muito irados contra Jeremias, de sorte que o açoitaram e o meteram no cárcere, na casa de Jônatas, o escrivão, porquanto a tinham transformado em cárcere. Tendo Jeremias entrado nas celas do calabouço, e havendo ficado ali muitos dias, o rei Zedequias mandou soltá-lo e lhe perguntou em sua casa, em segredo: Há alguma palavra da parte do Senhor? Respondeu Jeremias: Há. E acrescentou: Na mão do rei de Babilônia serás entregue. Disse mais Jeremias ao rei Zedequias: Em que tenho pecado contra ti, e contra os teus servos, e contra este povo, para que me pusésseis na prisão?" (Jr 37:15) e depois lançado num calabouço por falar a verdade:
"E disseram os príncipes ao rei: Morra este homem, visto que ele assim enfraquece as mãos dos homens de guerra que restam nesta cidade, e as mãos de todo o povo, dizendo-lhes tais palavras; porque este homem não busca a paz para este povo, porem o seu mal. E disse o rei Zedequias: Eis que ele está na vossa mão; porque não é o rei que possa coisa alguma contra vós. Então tomaram a Jeremias, e o lançaram na cisterna de Malquias, filho do rei, que estava no átrio da guarda; e desceram Jeremias com cordas; mas na cisterna não havia água, senão lama, e atolou-se Jeremias na lama." (Jr 38:4-6)
Acho que o ministério deste grande profeta do Senhor deveria constanger a todos nós que hoje servimos a Deus.
Este homem jamais recuou ante as dificuldades, humilhações, perseguições, ameaças, afrontas e discriminações feitas pelos seus inimigos.
O profeta sofria a dor dos seus irmãos, demonstrando amor e compaixão pelos mesmos, mas não abria mão de obedecer ao seu chamado e proclamar as verdades ordenadas pelo Senhor.
Ele foi sempre perseguido por que pregava a verdadeira mensagem da Bíblia: sem rodeios e sem bajulações a quem quer que seja. Sem se preocupar com a reação adversa e sem fazer distinção de ninguém, ele profetizou e mostrou a verdade ao povo, aos reis, aos sarcedotes e aos falsos profetas.
Foi preseguido e rejeitado sim. Mas nos deixa um legado totalmente diferente de muitos que estão sendo "perseguidos" hoje na Igreja de Cristo.
Jeremias foi perseguido injustamente por falar a verdade a um povo rebelde, por combater o pecado e por obedecer a mensagem divina na íntegra.
Enquanto que hoje muitos tem pagado o preço do sofrimento pelos próprios erros que cometem dentro das Igrejas.
Por isso, volto a afirmar: toda vez que leio sobre a vida e ministério deste grande profeta acabo ficando constrangido diante de tamanha coragem, caráter, obediência, compaixão e sofrimento deste grande homem de Deus.
"Salva-nos, Senhor, pois não existe mais o piedoso; os fiéis desapareceram dentre os filhos dos homens.
Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobre.
Corte o Senhor todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente,
os que dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; os nossos lábios a nós nos pertecem; quem sobre nós é senhor?
Por causa da opressão dos pobres, e do gemido dos necessitados, levantar-me-ei agora, diz o Senhor; porei em segurança quem por ela suspira.
As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada numa fornalha de barro, purificada sete vezes.
Guarda-nos, ó Senhor; desta geração defende-nos para sempre. " (Sl 12:1-7)
O Salmo 12 descreve um período em que a ação dos pecadores chegara a um nível de extrema imoralidade, corrupção e engano entre as pessoas.
Faltavam homens que falassem a verdade, com caráter, de lábios puros e coração voltados à fazer o bem.
É uma passagem bíblica onde o salmista revela um sentimento de profunda aflição por ter que conviver no meio do caos social.
Foi a mesma situação por qual passaram outros homens de Deus no Velho Testamento, como Noé, que viveu em meio a uma sociedade que de tão pecadora, acabou ocasionando o dilúvio da parte de Deus para puni-los.
Também Samuel, ainda jovem, teve que "aturar" os filhos do sarcedote Eli, homens que cometiam terríveis coisas dentro da Casa do Senhor.
Já no Novo Testamento, o apóstolo Paulo deixou-nos uma advertência sobre fato semelhante que ocorreria nos últimos dias da Igreja de Cristo:
"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,
pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus."(2 Tm 3:1-4)
E realmente vivemos dias maus. Uma geração adúltera em todos os sentidos. Uma sociedade desprovida de valores humanos, morais e espirituais. O mundo vai de mal a pior, pois o que impera é a mentira, maldade, violência e a corrupção.
Até a Igreja de Cristo têm sido atingida neste aspecto, pois o joio avança de forma assustadora dentro da Casa de Deus, fazendo muitos que são sinceros, serem confundidos com a parte podre da sociedade.
A iniquidade têm se multiplicado, cumprindo as sábias palavras do senhor Jesus:
"e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." (Mt 24:12)
E o que fazer para vivermos em meio a tanta falsidade e imoralidade que domina o mundo?
Com certeza, o crente em Cristo, precisa estar consciente que, apesar de viver rodeado por todo tipo de imoralidade, é necessário permanecer firme na fé em Jesus e na Sua Palavra.
E assim como o salmista, com segurança clamar:
"Guarda-nos, ó Senhor; desta geração defende-nos para sempre." (Sl 12:7)
Glória a Deus por isso! Pois em meio a tanta corrupção, se seguirmos e guardarmos a Sua Palavra, podemos ter a certeza que o Senhor nos livrará em meio ao caos social.
"Reservei para mim sete mil varões que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça." (Romanos 11:4,5)
Em todas as gerações sempre haverá um povo que honra exclusivamente o Senhor e será fiel a Ele em toda circunstância.
Este povo é o remanescente fiel, que nunca se dobrará diante de Baal e estará sempre inconformado e indignado com o mundanismo e a apostasia entre o povo de Deus.
É um povo que se separa moral e espiritualmente do pecado e da injustiça e que decide viver uma estreita e íntima comunhão, adoração e serviço à Jesus Cristo na terra.
São os que, mesmo sofrendo perseguições por causa da mensagem da cruz de Cristo e da Sua Palavra, permanecem leais a Ele até o fim.
São aqueles que buscam em primeiro lugar o Reino de Deus e vivem neste mundo como "estrangeiros", desejando a pátria celestial.
É um povo que zela pela pureza da Noiva de Cristo e que não aceita os falsos ensinos e o envolvimento da mesma com os "negócios deste mundo".
Estes procuram estreitar-se no que está relatado pelo apóstolo João no livro de Apocalipse:
"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse 14:12)
Esta é a missão do remanescente fiel: cumprir a Palavra de Deus, crer em Jesus Cristo e perseverar na luta contra todo intento de satanás.
É um povo que sofre com os pecados das nações, mas não compactua e nem se cala diante do caos moral e espiritual que domina a sociedade.
Povo que se levanta para proclamar no poder do Espírito o evangelho como única solução para os problemas da humanidade.
São aqueles que crêem na promessa de vida eterna, feita por Cristo e que morarão um dia para sempre com Ele no céu.
Eu quero estar entre os remanescentes fiéis ao Senhor desta geração.
E você, deseja isso?
O crescente número de artistas e cantores do meio secular, que passaram a fazer parte de muitas igrejas evangélicas no Brasil têm causado algumas polêmicas e dividido opiniões entre os crentes.
Há muitos exemplos de pessoas que perteciam ao meio artístico, se converteram e dão bons testemunhos e também temos inúmeros casos de pessoas que se aproximaram da igreja e no final acabaram por escandalizar o evangelho com seus péssimos exemplos.
Hoje, estava pesquisando nas buscas do Blogger Search, quando de repente me deparei com uma notícia sobre a ex cantora sertaneja Sula Miranda, que há um tempo faz parte de uma denominação evangélica, tendo inclusive gravado um CD Gospel pela Line Records.
A notícia (ver aqui) trata de um ensaio fotográfico em que Sula Miranda fez para a Revista Dieta Já!, em que a mesma aparece de trajes sumários no inerior da publicação.
A matéria me trouxe um certo espanto, não só sobre o fato da atitude da irmã, mas principalmente por algumas afirmações que ela fez no intuito de justificar o referido ensaio.
Em um dos trechos ela diz que: "Mesmo sendo evangélica, (...) não houve nenhuma restrição, e tudo que faz na vida profissional ela consulta sua gravadora, a Line Record, que pertence ao grupo de sua igreja.
"Sou cristã! O evangélico virou um rótulo que as pessoas colocam, de forma pejorativa. A denominação que eu freqüento, não tem restrição nenhuma. Cada um sabe realmente o que é correto, e o que realmente pode e deve fazer de sua vida".
Não quero aqui fazer nem um tipo de julgamento (mesmo porque só Deus o pode fazê-lo), pois talvez essas afirmações se deva mesmo a falta de um maior conhecimento da Palavra de Deus.
Porém, gostaria de fazer algumas observações sobre as justificativas da Sula Miranda, para fazer o tal ensaio para a revista.
Primeiro, o Deus dela não é a Line Records e sim o Senhor Jesus. E é Ele, somente Ele, através da Sua Palavra que deve ditar aquilo que pode ser restrito a qualquer um que queira servi-lo. Lógico que há diferenças doutrinárias sobre questões secundárias entre as denominações e não há problema algum. Mais tem coisas que vão além dessas diferenças.
E em segundo lugar, às vezes fico me perguntando se é necessário certas coisas que as pessoas insistem em fazer mesmo depois de terem aceitado a Cristo como Salvador.
Ora, se Deus permitiu que Sula Miranda gravasse até um Cd, mesmo com pouco tempo de convertida, para que se expor e expor o evangelho dessa forma?
Combater que o "evangélico virou um rótulo pejorativo"? E que preocupação temos que ter com a avaliação que o mundo faz de nós? Esperaremos a aprovação do mundo pra quê, se o mesmo sempre lida contra o evangelho verdadeiro? O que isso importa? A não ser que seus motivos para fazer as fotos foram outros...
É incrível como o evangelho no Brasil têm se tornado tão superficial. Muitos líderes, buscando a superioridade sobre os outros, numa guerra louca e insensata, aceita tudo passivamente, ferindo os princípios fundamentais da Palavra e estão mais preocupadas com o crescimento de suas denominações do que com o Reino de Deus.
E essa estória de achar que o crente é livre para fazer o que bem entende é um problema. Lógico que Deus não obriga ninguém a nada.
Só que tudo tem uma consequência e o Senhor se agrada daquele que procura obedecê-lo e fazer Sua vontade.
Prefiro achar que somos livres é do pecado, da morte eterna, do maligno e do mundo. Somos livres para adorar ao Mestre, para pregar Sua palavra.
Mas não somos livres para achar que podemos "fazer o que achamos correto". Não, não acho e não quero sê-lo.
Como diz o apóstolo Paulo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Cor 10:23)
E também o próprio Senhor Jesus disse aos discípulos: “Vós sois meus amigos, se fizerem quanto eu vos mando”. (João 15: 14 )
Somos servos do Senhor. E o servo obedece, cumpre Seus mandamentos e jamais pode achar que possui condições de fazer coisas óbvias que ferem os princípios básicos do evangelho.
No capítulo 4 do livro de Jeremias, grande homem de Deus que ficou conhecido como o " Profeta das Lágrimas" devido ao seu coração sensível e quebrantado pelo sofrimento do seu povo, nos mostra uma das maiores demonstração de amor pelo próximo vista no Velho Testamento.
Ao receber as revelações da parte do Senhor Deus sobre o do fim do reino de Judá, com a destruição da cidade e templo de Jerusalém e do exílio do povo judeu para Babilônia, o Profeta expressa um sentimento de profunda dor pelo destino dos seus compatriotas:
"Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração! Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra. "(Jeremias 4:19)
Mesmo sabendo que o juízo divino que vinha sobre Judá era uma permissão de Deus devido a apostasia e rebeldia do povo, ele cumpre seu chamado de entregar a mensagem divina, mas não deixa de demonstrar tamanho quebrantamento pelo sofrimento alheio.
A dor de Jeremias era a dor de quem ama o próximo como a si mesmo. Era uma dor sincera.
Era a mesma dor que o Senhor Jesus sentiu ao entrar em Jerusalém:
"E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos.
Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação." (Lucas 19:41 -44)
Era uma dor que jamais poderia ser sentida por religiosos enclausurados em suas denominações, vivendo uma vida cristã teórica, egoísta e hipócrita.
Era uma dor de quem enxerga além dos interesses pessoais, da acusação, da falta de perdão e dureza de coração.
Ao analisar a situação vivida pelo Profeta Jeremias, fiquei a imaginar sobre nossa atitude como Igreja de Cristo hoje, em relação a situação do nosso país.
Não, o Brasil não está em iminência de ser invadido por outra nação sobre juízo divino como Judá. Porém, hoje estamos vivendo dias difíceis em praticamente todas as áreas da nação.
As nossas crianças, vítimas indefesas da pedofilia e crueldade de adultos irresponsáveis e pertubados, a corrupção dos políticos e do própio povo em todas as áreas da sociedade (inclusive a Igreja), famílias desestruturadas com casamentos destruídos, jovens se perdendo nas drogas, violência sem fim... um domínio quase que total de todas as formas de pecados.
E nós como estamos agindo ante a tudo isso? Será que temos gemido, clamado e sofrido pela nossa nação?
Será que temos nos angustiados a ponto de sentir a dor dos "outros", assim como Jeremias, em relação a nossos compatriotas?
Ou estamos agindo como "meros religiosos" e já perdemos a sensibilidade dos verdadeiros Profetas do Senhor e não nos importamos com os problemas alheios?
Senhor, renova o nosso coração e restaura a capacidade de sentir, assim como Jeremias, um amor intenso e verdadeiro que pocede de Ti, por todos aqueles que estão no caminho da destruição em nosso país.
E assim possamos profetizar uma restauração plena sobre os valores morais e espirituais do nosso povo.
"Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram."
(Mateus 7:13,14)
Ele é enfático em afirmar que enquanto muitos vão querer entrar pela "porta larga", poucos entrarão pela "porta estreita".
Mas afinal, o que significaria essas duas portas?
Muitos confundem esta metáfora feita por Cristo como se tratasse de igrejas rígidas ou liberais no tocante a forma de conduzir o culto, pelas normas, pelo estatuto, enfim, pelos usos e costumes das mesmas.
A "porta larga" representa o falso evangelho, os falsos profetas, as seitas travestidas de igrejas. É onde você pode viver uma vida inteira no engano de uma religião seguindo dogmas e ritos, acomodado e com uma vida sem a prática dos ensinos da Palavra de Deus.
Na "porta larga", o pecado não é condenado e o poder humano se sobrepõe as doutrinas essenciais do evangelho de Cristo. Lá a Bíblia é deturpada e a filosofia e o secularismo já tomou conta de tudo.
Já a "porta estreita" é aquela em que a pessoa está disposta a se arrepender de verdade, a "morrer" com Cristo, a sacrificar a carne em prol do espírito.
Onde se luta para cumprir os mandamentos bíblicos, buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, romper com o mundo e praticar a justiça, o perdão aos imigos, a fé e o amor.
É a porta que Moisés optou:
"Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado." (Coríntios 9:27 )
A "porta estreita" é viver o evangelho da Cruz de Cristo, onde renunciamos nossos desejos carnais e nos gloriamos somente no sacrifício que Ele fez por nós.
Entrar por esta porta não é fácil, pois exige renúncia num mundo tomado pelo materialismo, pelo egoísmo e pelo pecado. Por isso muitos preferem o cômodo e fácil caminho da "porta larga".
Mas há uma grandiosa recompensa para aqueles que optam em seguir o caminho estreito que exige o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo:
Esta é a recompensa para quem quer pagar o preço de uma vida cristã autêntica.
Que o Senhor Deus tenha misericórdia e desperte os que estão dormindo no engano da "porta larga".
No capítulo 3 do livro de Filipenses o apóstolo Paulo exorta a Igreja de Filipo a guardar-se dos maus obreiros.
Esses obreiros certamente eram crentes professos que estavam corrompendo o evangelho de Jesus Cristo através de falsos ensinos e invertendo os reais valores do Reino de Deus para seus própios interesses:
"Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas." (Filipenses 3:19 )
O apóstolo também os classifica como "inimigos da cruz de Cristo":
"Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo" (Fl 3:18)
Infelizmente, essas situações perduram até os dias de hoje e têm acontecido de forma avassaladora dentro das Igrejas Evangélicas.
Pois muito do que têm acontecido com muitos líderes de ministérios, são frutos do que Paulo deixa claro nesta passagem.
Afinal, as pessoas começam a desviar-se do foco principal do evangelho de Jesus Cristo, e numa vã e louca corrida para ver quem é o maior, o mais próspero materialmente, o mais famoso e quem vai dominar a "mídia gospel" e acabam refém dos seus própios desejos e caprichos puramente carnais.
Muitos têm pagado o preço da má fama e da desmoralização e não é culpa de satanás, guerra espiritual ou tantas outras desculpas que querem dar para omitirem seus erros.
O grande problema é que o foco mudou:
"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo." (2 Coríntios 11:3)
E assim acontece quando pessoas que estão na frente da batalha começam a desviar-se das verdades e da simplicidade das palavras do Mestre para darem vazão aos seus insaciáveis desejos de poder.
E depois adotam um discurso de perseguição espiritual para tentarem justificar as dificuldades que eles mesmo causaram para suas própias vidas devido a tantos ensinamentos anti-bíblicos e atitudes contrárias às verdades básicas do evangelho.
"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. " (Galátas 6:14)
A cruz de Cristo, que representa a terrível e dolorosa morte que o Salvador sofreu para nos proporcionar a salvação eterna é o divisor entre nós que o servimos e todo o sistema mundano.
A cruz é lugar de renúncia e sacrifício. É o elo de ligação entre o homem salvo e Deus.
Foi lá que Jesus pagou um alto preço para que pudéssemos receber graça, amor e misericórdia.
O mundo é tudo aquilo que se opõe a Deus e a Sua Palavra:
"Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo." (1 João 2:16)
O sistema mundano é representado por diversas formas como: a ciência, filosofias, religiões, música secular, humanismo, política, cultura, etc.
O apóstolo Paulo deixa bem claro neste texto bíblico e em toda sua vida como servo do Senhor, que a única saída para todo crente fiel a Deus é virar as costas a todos os prazeres mundanos e somente valorizar tudo aquilo que Jesus conquistou na cruz a nosso favor.
Portanto, não há meio termo: ou o crente, assim como Paulo, se gloria na cruz de Cristo e rejeita as malignas ofertas do mundo ou vai se afastar do seu Deus.
Não há como agir politicamente e associar-se com o mundo:
"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Cor 6:14 b)
Devemos rejeitar seus padrões, valores, opiniões e honrarias:
"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."(1 João 2:15)
Hoje é comum vermos crentes que se dizem 'modernos' agindo 'socialmente' e que acabam sucumbindo as tentações do mundo e acabam sendo influenciados pelo seu sistema.
São pessoas que procuram agradar aos amigos, familiares e colegas de trabalho e vão 'bebendo socialmente', vão às 'baladas socialmente', se omitem na faculdade, no 'Happy Hour' na empresa, no clube que frequentam e se 'calam' socialmente...
Agradam a gregos e troianos.
É lógico que devemos nos aproximar das pessoas que não conhecem a Cristo, amá-las, evangelizá-las. Podemos nos reunir num bate papo, conviver tranquilamente com as mesmas, respeitar as opções de cada pessoa referente a sua religião.
É possível termos uma vida social normal e não fazer nenhuma conscessão ao mundo e a seu podre sistema que fira nosso relacionamento com Deus.
Não adianta vivermos um evangelho meio termo e sim termos prazer na cruz de Cristo, fazendo dela a nossa vida e nosso triunfo.
Temos que ter consciência daquilo que o própio Senhor Jesus disse aos seus discípulos antes de ser crucificado:
"Não são do mundo, como eu do mundo não sou." (João 17:16)
Enfim, ou afirmamos a nossa fé diante do mundo ou corremos o risco de nos perdermos pelo caminho.
Agradaremos a Deus ou ao mundo?
