O caso do sequestro em Santo André que comoveu o país e terminou com a trágica morte da jovem Eloá Pimentel, foi o assunto mais falado na mídia tradicional nos últimos dias.
Confesso que hesitei ao máximo postar sobre tão doloroso acontecimento, devido a tristeza e perplexidade que tomou conta de mim.
A violência nossa de cada dia, há muito que me faz pensar até onde isso tudo vai chegar.
Muitos especialistas em segurança, psicólogos e palpiteiros de plantão deram suas opiniões sobre a tragédia.
Uns culparam a "falta de preparo" da polícia no momento da invasão ao apartamento e pelo não uso dos 'atiradores de elite' para matar o sequestrador(aí os mesmos, hoje estariam acusando a polícia por matar o Lindemberg e esquecendo que a obrigação de investir no preparo da mesma é do governo do estado).
Outros acham que a culpa é dos pais de Eloá, pois permitiram que a filha começasse a namorar aos 12 anos de idade(como se issso pudesse justificar alguma coisa, pois se fosse 20,25 ou 35 anos, não seria menos trágico).
Enfim, poderíamos ficar por muito tempo tentando achar alguma resposta que amenizasse a nossa preocupação em viver num mundo cercado pela maldade humana e cheio de distúrbios.
Uma sociedade como a nossa, que vive envolta em tantas desigualdades sociais e corrupções diversas tende a vivenciar mais tragédias desse tipo.
Na verdade acabamos colhendo os frutos da rebeldia de muitos contra os preceitos da Palavra de Deus:
"Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniqüidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!
E cobiçam campos, e cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança."(Mq 2:1,2)
Verdadeiramente os dias são maus e só nos resta pregar a Palavra de Deus e orar para que as pessoas venham a conhecer a única solução, que é Jesus Cristo, para os diversos problemas que andam destruindo as famílias, como a falta do amor verdadeiro, paz, respeito ao próximo, caridade, dentre tantos outros frutos formados no caráter daquele que vive a prática da Bíblia Sagrada.
Que o Senhor nos dê equílibrio nestes 'dias maus' e que coninuemos a pregar com autoridade a Sua Palavra, mesmo em meio a tanta iniquidade.
Passado o primeiro turno da eleições municipais em todo o Brasil, pensei que não mais abordaria o tema Igreja x Política aqui no blog.
Porém, uma notícia no site de O Globo me fez voltar a postar sobre este polêmico tema.
Vejam um trecho da notícia:
"Depois de acabar com rebeliões em presídios, salvar a vida de condenados pelos tribunais do tráfico e retirar "mais de 5.100 pessoas" do crime, o pastor Marcos, fundador da Assembléia de Deus dos Últimos Dias, se aventura agora pelo mundo político. Nas últimas semanas, abriu os cultos, a maioria deles em praça pública, para políticos em campanha nos grandes redutos eleitorais do Rio. Pelo menos quatro candidatos a prefeito já tiveram oportunidade de subir ao púlpito e serem abençoados pelo pastor.
Embora diga, nas pregações, que não é ligado a partidos e nem tem pretensões políticas, pastor Marcos já fez as suas escolhas para as eleições de domingo. Sempre com a Bíblia nas mãos, ele pregou abertamente por Lindberg Farias (PT) (...)
Estrela em ascensão no universo pentecostal, principalmente após ser autorizado a pregar novamente nos presídios (onde fora proibido de entrar por quatro anos), Marcos Pereira cumpriu uma intensa agenda de cultos externos na reta final da campanha, além de receber políticos na sede de sua igreja, um templo inacabado, com capacidade para 800 pessoas, no bairro Éden, em São João.
A pregação política do pastor é mais forte na sua peregrinação pelos municípios do Grande Rio. Lindberg, por exemplo, recebe apoio do religioso em eventos promovidos nos bairros carentes da cidade. O próprio petista revela que, a cada 15 dias, ganha uma oração particular de Marcos.
Ele é uma personalidade e tem força política. É um grande puxador de votos. Tem influência em todas as denominações das igrejas evangélicas. A cada 15 dias recebo uma oração pelo telefone -contou Lindberg."
Vejam só como estão as coisas.O Pastor Marcos, pessoa que faz um ótimo trabalho nos presídios cariocas, ficou bem conhecido depois de aparecer no programa Fantástico da Rede Globo, agora se aventura também entre os políticos, sendo conhecido pelos mesmos como "um grande puxador de votos".
É por essas e outras que não me canso e não me cansarei de abordar essa perniciosa relação entre a Igreja e a Política.
Não consigo entender a infeliz atitude de Pastores, Apóstolos, Missionários ou seja lá que título tenha o "líder" de vários ministérios que se submetem a este tipo de coisa.
Como seria bom se os atuais "homens de Deus" atentassem para os exemplos da Bíblia Sagrada.
Homens que eram conhecidos, não pelo envolvimento com as coisas temporais e sim pelas coisas pertecentes ao Reino de Deus.
Homens como Daniel, que era conhecido em toda Babilônia por ter um "espírito excelente, ciência e entendimento"(Dn 5:12).Ou como Estevão que todos o viam "pregando com sabedoria e sinais de poder no Espírito Santo".(Atos 6:10)
E o apóstolo Paulo?Que tal sermos conhecidos como Paulo? Fraco, sofredor, cansado, injuriado, vil, blasfemado, lixo e escória deste mundo.(1 Cor 4:10-13) Sofrimentos e acusações unicamente pela obra de Deus.
Mas hoje o que vemos?Homens sendo enganados pela soberba fútil de estar em "evidência".Se enroscando na política e com os políticos em busca de tantas coisas vãs e que nada tem haver com que Deus designou para fazerem.
Buscam o sucesso, fama, poder, status, dentre tantas outras coisas banais e mundanas.
Que Deus levante mais homens semelhantes à Daniel, Estevão e Paulo.
Homens que sejam conhecidos pela sabedoria na Palavra, dons de poder no Espírito Santo e até mesmo no sofrimento pela causa do Mestre.
Faltando pouco mais de três dias para as eleições municipais em todo Brasil, resolvi novamente escrever sobre a relação política x igreja.
Este tema já foi abordado algumas vezes aqui no blog, pois acho de extrema importância para entendermos até que ponto esse envolvimento da Igreja com a política faz bem para a mesma.
Vejam só um trecho de uma notícia sobre o assunto , que recebi no meu email através do Google Notícias:
"Buscar aceitação entre todos os setores da sociedade é uma das tarefas mais complexas da campanha, seja à Prefeitura ou à Câmara dos Vereadores. Em Mauá, por exemplo, a disputa pelos votos evangélicos é bastante intensa, como já revela a placa de saudação na entrada da cidade: ‘Em Mauá, Jesus Cristo é senhor'.
Para se mostrar simpático ao nicho, o petista Oswaldo Dias optou por montar um comitê evangélico durante a campanha. Desde o início de setembro, representantes de diversas denominações entregam livretos, em cultos, com mensagens de apoio ao candidato, misturadas a passagens da Bíblia. Chiquinho do Zaíra (PSB) seguiu a mesma fórmula.
O atual prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Clóvis Volpi (PV), foi mais ousado. Visitou centro espírita, foi à missa, cumprimentou evangélicos. Ao responder a enquete do Diário sobre preferências pessoais, Volpi fez questão de afirmar que, apesar de ter sido criado na igreja católica, não é praticante. "Tive ligação com igreja evangélica, batista, por algum tempo."
Depois de ler um troço dessse, eu me pergunto:Onde nós vamos parar?Porque ministros do evangelho permitem que candidatos invadam as Igrejas para fazerem dela "point" de políticos em busca de seus interesses? Agora fazemos parte de agenda política de partidos?
Quero deixar claro que, ninguém pode impedir que pastores, obreiros ou membros de qualquer denominação saiam candidatos ou apoiem alguém numa eleição.Afinal, a política faz parte da soiciedade e pode ser exercida por qualquer cidadão do país.
Mais o triste é observar que tem gente fazendo um verdadeiro "leilão" dos púlpitos de muitas Igrejas em troca de interesses pessoais.Interesses esses que estão longe da chamada divina que Cristo delegou à Sua Noiva.
Para mim, até mesmo o candidato sendo evangélico jamais deveria usar seu ministério pessoal e o nome da denominação para galgar seus objetivos pessoais.
Não me conformo em ver os candidatos evangélicos usarem em suas propagandas:"Vote em Pastor tal", "Missionário tal".
Para que usar o título do seu ministério?Para influenciar os membros da Igreja?Os ministérios são deles ou do Senhor?Porque não usam apenas seus nomes, já que o cargo político nada tem haver com sua chamada ministerial?
E os que dizem que foram "chamados" por Deus para este "ministério"?Ministério da política?Vão evangelizar os vereadores e o prefeito?
Isso nada tem haver com a Palavra de Deus e a Sua Igreja.
Além de ser uma agressão à liberdade que cada crente possui de, como cidadão livre e que vive em um país democrático, escolher seus governantes da maneira que achar melhor.
Consciência política sim. Usar a Igreja de Cristo como "trampolim" para objetivos pessoais, jamais.
E o pastor Caio Fábio mais uma vez está em destaque na grande mídia secular. Uma pena que, mais uma vez suas palavras são usadas, não para trazer coisas boas para o evangelho e sim para fazer parte do jogo sujo da política nacional.
Na última vez que Caio Fábio apareceu bastante foi quando resolveu atacar o pastor Silas Malafaia e sua família, com diversas acusações. Agora o alvo é a Igreja Universal.
Vejam um trecho da notícia que está circulando na mídia:
Crivella diz que cabe à Igreja Universal responder denúncias feitas por pastor no YouTube
O bispo da Igreja Universal e candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), evitou nesta quarta-feira comentar os ataques do pastor evangélico Caio Fábio. Em vídeo publicado no YouTube --e divulgado ontem pelo ex-blog do prefeito Cesar Maia--, o ex-presidente da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) acusa a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) de lavar dinheiro para o narcotráfico da Colômbia. (Folha OnLine)
Não sou muito chegado a forma como a Igreja Universal prega o evangelho, com seus exageros e sensacionalismos.
Mas o pastor Caio Fábio ultimamente anda se envolvendo em cada coisa. As acusações que fez contra Silas Malafaia no ano passado já foi uma insensatez sem tamanho e agora suas palavras sendo usadas em guerra política.
Como um pastor perde tempo se envolvendo com tanta confusão e coisas que não edificam ninguém?
Afinal, o que isso traz de proveitoso?
Questionar desvios doutrinários em defesa do verdadeiro evangelho e da Igreja de Cristo é correto.
Agora servir de acusador às pessoas ou instituições ligadas à Igreja de Cristo, seja ela qual for, é de uma insensatez sem tamanho.
O crescente número de artistas e cantores do meio secular, que passaram a fazer parte de muitas igrejas evangélicas no Brasil têm causado algumas polêmicas e dividido opiniões entre os crentes.
Há muitos exemplos de pessoas que perteciam ao meio artístico, se converteram e dão bons testemunhos e também temos inúmeros casos de pessoas que se aproximaram da igreja e no final acabaram por escandalizar o evangelho com seus péssimos exemplos.
Hoje, estava pesquisando nas buscas do Blogger Search, quando de repente me deparei com uma notícia sobre a ex cantora sertaneja Sula Miranda, que há um tempo faz parte de uma denominação evangélica, tendo inclusive gravado um CD Gospel pela Line Records.
A notícia (ver aqui) trata de um ensaio fotográfico em que Sula Miranda fez para a Revista Dieta Já!, em que a mesma aparece de trajes sumários no inerior da publicação.
A matéria me trouxe um certo espanto, não só sobre o fato da atitude da irmã, mas principalmente por algumas afirmações que ela fez no intuito de justificar o referido ensaio.
Em um dos trechos ela diz que: "Mesmo sendo evangélica, (...) não houve nenhuma restrição, e tudo que faz na vida profissional ela consulta sua gravadora, a Line Record, que pertence ao grupo de sua igreja.
"Sou cristã! O evangélico virou um rótulo que as pessoas colocam, de forma pejorativa. A denominação que eu freqüento, não tem restrição nenhuma. Cada um sabe realmente o que é correto, e o que realmente pode e deve fazer de sua vida".
Não quero aqui fazer nem um tipo de julgamento (mesmo porque só Deus o pode fazê-lo), pois talvez essas afirmações se deva mesmo a falta de um maior conhecimento da Palavra de Deus.
Porém, gostaria de fazer algumas observações sobre as justificativas da Sula Miranda, para fazer o tal ensaio para a revista.
Primeiro, o Deus dela não é a Line Records e sim o Senhor Jesus. E é Ele, somente Ele, através da Sua Palavra que deve ditar aquilo que pode ser restrito a qualquer um que queira servi-lo. Lógico que há diferenças doutrinárias sobre questões secundárias entre as denominações e não há problema algum. Mais tem coisas que vão além dessas diferenças.
E em segundo lugar, às vezes fico me perguntando se é necessário certas coisas que as pessoas insistem em fazer mesmo depois de terem aceitado a Cristo como Salvador.
Ora, se Deus permitiu que Sula Miranda gravasse até um Cd, mesmo com pouco tempo de convertida, para que se expor e expor o evangelho dessa forma?
Combater que o "evangélico virou um rótulo pejorativo"? E que preocupação temos que ter com a avaliação que o mundo faz de nós? Esperaremos a aprovação do mundo pra quê, se o mesmo sempre lida contra o evangelho verdadeiro? O que isso importa? A não ser que seus motivos para fazer as fotos foram outros...
É incrível como o evangelho no Brasil têm se tornado tão superficial. Muitos líderes, buscando a superioridade sobre os outros, numa guerra louca e insensata, aceita tudo passivamente, ferindo os princípios fundamentais da Palavra e estão mais preocupadas com o crescimento de suas denominações do que com o Reino de Deus.
E essa estória de achar que o crente é livre para fazer o que bem entende é um problema. Lógico que Deus não obriga ninguém a nada.
Só que tudo tem uma consequência e o Senhor se agrada daquele que procura obedecê-lo e fazer Sua vontade.
Prefiro achar que somos livres é do pecado, da morte eterna, do maligno e do mundo. Somos livres para adorar ao Mestre, para pregar Sua palavra.
Mas não somos livres para achar que podemos "fazer o que achamos correto". Não, não acho e não quero sê-lo.
Como diz o apóstolo Paulo: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Cor 10:23)
E também o próprio Senhor Jesus disse aos discípulos: “Vós sois meus amigos, se fizerem quanto eu vos mando”. (João 15: 14 )
Somos servos do Senhor. E o servo obedece, cumpre Seus mandamentos e jamais pode achar que possui condições de fazer coisas óbvias que ferem os princípios básicos do evangelho.
