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Photoshop Espiritual

Postado por Agnaldo | 1/06/2009

As revistas de circulação nacional, inclusive as de moda e as que veiculam fotos de artistas, têm se utilizado de um artifício que é um verdadeiro "me engana que eu gosto": o famoso Photoshop.

Com ele, as rugas somem, tornando até as octagenárias em verdadeiras porcelanas ambulantes. Estrias e celulites, que já começam a preocupar as adolescentes, somem rapidamente. As gordinhas, nada curvilíneas, vêem a parecer cinturinhas de pilão e barriguinhas chapadas, como que num passe de mágica.

Estranho é que muitas modelos e artistas consentem nesse artifício manipulativo propiciado pela computação.

Este mundo do Photoshop favorece as editoras de revistas, entretanto, as modelos/artistas que vendem uma imagem irreal de si, e quem a compra, podem fazer aumentar as filas nas salas de espera das clínicas de psicoterapia, talvez por viverem uma crise de identidade.

Não bastasse a maquiagem para ajudar a disfarçar as imperfeições e realçar o que há de belo, o Photoshop retrata o nível de exagero a que chegou a ditadura da beleza, por incentivar a venda de uma imagem completamente irreal.

Tenhamos, nós cristãos, cautela para que os artifícios do Photoshop não sejam utilizados em nossa vida espiritual, de relacionamento com Deus, com os nossos irmãos e com aqueles que ainda não conhecem o Evangelho.

Há muita gente vendendo uma imagem de perfeição, parecendo mais um "santarrão", e impondo dogmas e ensinos que são mandamentos apenas de homens, que passam bem distantes das mensagens deixadas por Jesus e pelos apóstolos.

Para quem vive uma vida espiritual apenas de aparências, adverte Jesus: “Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas”. (Marcos 7:8) ... “Pois (estes) atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (Mateus 23:4).

Contra o farisaismo e o legalismo, o Apóstolo Paulo labutou tenazmente, como se depreende também da seguinte passagem bíblica: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” (Colossenses 1:16-23).

Muito se vê no meio evangélico líderes e pastores que chegam até a proibirem as suas ovelhas de visitarem igrejas de outros ministérios, inclusive da mesma denominação. Será que o céu está reservado para membros de um só ministério denominacional? Este é o cúmulo do exclusivismo e do separatismo!

A própria Palavra adverte a quem assim procede: .. “Está Cristo dividido ?” (1 Coríntios 1:13a) ... “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Ainda conforme as Escrituras, João fez uma declaração que recebeu reprovação da parte de Jesus. Analisemos o que está contido em Marcos 9:38-40: “E João respondeu a Jesus, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós”

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Ninguém é salvo pela denominação que frequenta, mas pela fé em Cristo, “porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:20).

“Olhais para as coisas segundo a aparência? Se alguém confia de si mesmo que é de Cristo, pense outra vez isto consigo, que, assim como ele é de Cristo, também nós de Cristo somos”. (2 Coríntios 2:10).

“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura”. (Gálatas 6:15).

Chega de Photoshop: só Jesus é perfeito !

”... porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”. (Lucas 18:14b).

Por Fernando Sampaio


Fonte:Ultimato

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Uma das maiores demonstrações do amor verdadeiro entre seres humanos foi o que aconteceu entre Davi e Jônatas.

Nos diz a Bíblia que Jônatas, que era filho do rei Saul, portanto seu herdeiro, ao conhecer Davi fez uma aliança com ele.

"E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.
E Saul naquele dia o tomou, e não lhe permitiu que voltasse para casa de seu pai.
E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto."
(1 Sm 18:1-3)

E selaram essa grande amizade com um pacto, quando Davi era perseguido pelo pai de Jônatas: "Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá; e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é o meu crime? E qual é o meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?(...)Então disse Jônatas a Davi: Vem e saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo.
E disse Jônatas a Davi: O SENHOR Deus de Israel seja testemunha! Sondando eu a meu pai amanhã a estas horas, ou depois de amanhã, e eis que se houver coisa favorável para Davi, e eu então não enviar a ti, e não to fizer saber;
O SENHOR faça assim com Jônatas outro tanto; que se aprouver a meu pai fazer-te mal, também to farei saber, e te deixarei partir, e irás em paz; e o SENHOR seja contigo, assim como foi com meu pai.
E, se eu então ainda viver, porventura não usarás comigo da beneficência do SENHOR, para que não morra?
Nem tampouco cortarás da minha casa a tua beneficência eternamente; nem ainda quando o SENHOR desarraigar da terra a cada um dos inimigos de Davi.
Assim fez Jônatas aliança com a casa de Davi, dizendo: O SENHOR o requeira da mão dos inimigos de Davi.
E Jônatas fez jurar a Davi de novo, porquanto o amava; porque o amava com todo o amor da sua alma."
(1 Sm 20:1, 11-17)

Essa amizade entre eles era tão forte que Jônatas quase foi morto pelo seu próprio pai Saul, que odiava a Davi e temia que o filho perdesse o futuro trono de Israel para o mesmo: "Pois, enquanto o filho de Jessé viver sobre a terra, nem tu estarás seguro, nem seguro o teu reino; pelo que manda buscá-lo, agora, porque deve morrer.
Então, respondeu Jônatas a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que há de ele morrer? Que fez ele?
Então, Saul atirou-lhe com a lança para o ferir; com isso entendeu Jônatas que, de fato, seu pai já determinara matar a Davi. " (1 Samuel 20:31-33)

No final do livro de 1 Samuel há o relato da morte de Saul, de Jônatas e seus irmãos.

A história segue em 2 Samuel e logo no primeiro capítulo, vemos um fato que dimiensiona o tamanho da grande amizade entre Davi e Jônatas.

Ao receber a notícia da morte deles, vejam como reage Davi: "Saul e Jônatas, tão queridos e amáveis na sua vida, também na sua morte não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões.
Vós, filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia deliciosamente de escarlata, que vos punha sobre os vestidos adornos de ouro.
Como caíram os valorosos no meio da peleja!
Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; muito querido me eras! Maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.
Como caíram os valorosos, e pereceram as armas de guerra!"
(2 Sm 1:23-27)

E no capítulo 9, temos o desfecho incrível para marcar a amizade verdadeira do agora rei Davi e do seu amigo Jônatas.

Pois o rei procura se existe alguém da família de Jônatas que fosse vivo para que o pacto feito no passado fosse cumprido. "Disse Davi: Resta ainda alguém da casa de Saul, para que eu use de benevolência para com ele por amor de Jônatas?
E havia um servo da casa de Saul, cujo nome era Ziba; e o chamaram à presença de Davi. perguntou-lhe o rei: Tu és Ziba? Respondeu ele: Teu servo!
Prosseguiu o rei: Não há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar com ele da benevolência de Deus? Então disse Ziba ao rei: Ainda há um filho de Jônatas, aleijado dos pés.
E Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, veio a Davi e, prostrando-se com o rosto em terra, lhe fez reverência. E disse Davi: Mefibosete! Respondeu ele: Eis aqui teu servo.
Então lhe disse Davi: Não temas, porque de certo usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai; e tu sempre comerás à minha mesa."
(2 SM 9:1-3,6,7)

E assim o rei Davi cumpriu o que tinha prometido ao seu amigo mesmo depois da morte do mesmo.

Os laços de irmandade visto nessa história deixa um grande exemplo para a Igreja de Cristo. Por mais que vivamos em um mundo onde a indiferença, falsidade, egoísmo e a inveja tem destruído as relações, a Igreja tem que fazer diferente.

Pois o amor entre os irmãos é o distintivo de uma vida transformada pelo poder de Deus.
"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros". (1 Ts 4.9)

Tomar o exemplo dessa incrível amizade entre o rei Davi e Jônatas para a Igreja hoje pode parecer utópico, mas se servimos ao mesmo Deus, podemos pedir para que Ele forje em nós um coração sincero e amável para com os nossos irmãos em Cristo.

E assim cumpriremos o que o Mestre recomendou aos discípulos: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."
(Jo 13:34,35)

Que o Senhor nos ajude a gerar sentimentos verdadeiros como os que o rei Davi tinha em relação a Jônatas, para assim vivermos a verdadeira comunhão que Cristo deseja na Sua Igreja.

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O capítulo 59 do livro do profeta Isaías nos mostra um quadro de extrema iniquidade no meio do povo de Israel.

A nação está enferma e nem mesmo seus ministros são capazes de prestar socorro."Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos de iniqüidade; os vossos lábios falam a mentira, a vossa língua pronuncia perversidade.
Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade."
(Is 59:3,4)

As consequências são graves e trazem para o povo surpresas desagradáveis, tropeços, dores e até uma sensação de morte. "Pelo que a justiça está longe de nós, e a retidão não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão.
Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como no crepúsculo, e entre os vivos somos como mortos.
Todos nós bramamos como ursos, e andamos gemendo como pombas; esperamos a justiça, e ela não aparece; a salvação, e ela está longe de nós."
(Is 59:9-11)

É um quadro sombrio, onde impera todo tipo de iniquidade, causando desesperança à todos.

Este quadro descrito pelo profeta Isaías nos faz pensar em muito do que tem acontecido hoje pelo mundo afora.Temos crises enormes em todas as áreas da sociedade moderna:econômica, moral, espiritual, destruição das famílias, violência. "falamos a opressão e a rebelião, concebemos e proferimos do coração palavras de falsidade.
Pelo que o direito se tornou atrás, e a justiça se pôs longe; porque a verdade anda tropeçando pelas ruas, e a eqüidade não pode entrar."
(Is 59:13b,14)

E como se não bastasse, a própria Igreja de Cristo também sofre em meio a todo este agito que está ocorrendo no mundo.Estamos vendo escândalos, materialismo, heresias, egoísmo e a destruição das famílias com o divórcio no meio evangélico.

Às vezes ficamos como os ministros de Israel estavam:incapazes de prestar socorro.Ficamos perplexos e inertes para tentar mudar a situação.Talvez até queremos, mas tememos pela crítica e rejeição dos homens. "Sim, a verdade desfalece; e quem se desvia do mal arrisca-se a ser despojado" (Is 59:15a)

E o que fazer então, nestes dias tão turbulentos por quais passa a humanidade?

A única saída, mesmo que sejamos rejeitados por muitos, é continuar a interceder pelas nações e pregar o evangelho de Jesus Cristo.É fazer como o profeta Amós:obedecer a Deus e não temer os homens.

Não devemos olhar para trás, pois Deus está no controle de tudo. "e o Senhor o viu,desagradou-lhe o não haver justiça.
E viu que ninguém havia, e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve;
vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs na cabeça o capacete da salvação; e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto."
(Is 59:15b-17)

E o mesmo Deus vai nos dar a vitória e no fim o mal não pevalecerá. "Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a sua glória desde o nascente do sol; porque ele virá tal uma corrente impetuosa, que o assopro do Senhor impele.
E virá um Redentor a Sião e aos que em Jacó se desviarem da transgressão, diz o Senhor"
(Is 59:19,20)

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

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Na curta epístola de Judas vemos uma importante advertência contra os falsos mestres que investiam em propagar suas doutrinas no meio da Igreja de Cristo.Vemos no capítulo 3 que a intenção inicial de Judas era falar com a Igreja sobre salvação, mas devido a presença destes falsos mestres, ele teve que mudar o tema da epístola e convocar os crentes à batalhar pelo verdadeiro evangelho de Cristo:

"Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos."

Judas exorta a Igreja a tomar posição firme contra aqueles que, dentro da Casa do Senhor, negavam e distorciam as verdades fundamentais da Palavra de Deus.

No final ele orienta que os crentes deveriam crescer na fé e ter compaixão dos que estavam se perdendo, mas tomando cuidado para não se contaminarem:

"Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
E apiedai-vos de alguns que estão na dúvida,
e salvai-os, arrebatando-os do fogo; e de outros tende misericórdia com temor, abominação até a túnica manchada pela carne."
(20-23)

Essa preocupação de Judas com falsos ensinos, já tinha sido colocada em prática pelos bereanos, que ao ouvirem as palavras pregadas por Paulo e Silas na Sinagoga, examinaram atentamente o que estava sendo dito:

"E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus.
Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim."
(At 17:10,11)

O próprio Paulo chegou a chorar por pessoas que viviam dentro das Igrejas, as quais considerava como "inimigas da Cruz de Cristo":

"porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo;
cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas"
(Fp 3:18,19)

E observando atentamente a epístola de Judas, vemos que a preocupação dele continua atualíssima.

Pois no momento atual da Igreja há tanto misticismo, novas revelações, sensacionalismo, mundanismo, materialismo e variadas distorções da Bíblia Sagrada, que essa epístola parece que foi escrita na década atual.

Seguramente devemos seguir seus sábios conselhos:orar, orientar, amar e ter compaixão tanto de quem ensina o erro como de quem segue estes ensinos, mas é preciso ficar atento para não sermos influenciados por alguma doutrina que fira os alicerces básicos do verdadeiro evangelho.

E assim"pelejar" pela fé que Jesus Cristo deixou aos apóstolos e a todos os que O seguirem.

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Faltando pouco mais de três dias para as eleições municipais em todo Brasil, resolvi novamente escrever sobre a relação política x igreja.

Este tema já foi abordado algumas vezes aqui no blog, pois acho de extrema importância para entendermos até que ponto esse envolvimento da Igreja com a política faz bem para a mesma.

Vejam só um trecho de uma notícia sobre o assunto , que recebi no meu email através do Google Notícias:

"Buscar aceitação entre todos os setores da sociedade é uma das tarefas mais complexas da campanha, seja à Prefeitura ou à Câmara dos Vereadores. Em Mauá, por exemplo, a disputa pelos votos evangélicos é bastante intensa, como já revela a placa de saudação na entrada da cidade: ‘Em Mauá, Jesus Cristo é senhor'.

Para se mostrar simpático ao nicho, o petista Oswaldo Dias optou por montar um comitê evangélico durante a campanha. Desde o início de setembro, representantes de diversas denominações entregam livretos, em cultos, com mensagens de apoio ao candidato, misturadas a passagens da Bíblia. Chiquinho do Zaíra (PSB) seguiu a mesma fórmula.

O atual prefeito de Ribeirão Pires e candidato à reeleição, Clóvis Volpi (PV), foi mais ousado. Visitou centro espírita, foi à missa, cumprimentou evangélicos. Ao responder a enquete do Diário sobre preferências pessoais, Volpi fez questão de afirmar que, apesar de ter sido criado na igreja católica, não é praticante. "Tive ligação com igreja evangélica, batista, por algum tempo."


Depois de ler um troço dessse, eu me pergunto:Onde nós vamos parar?Porque ministros do evangelho permitem que candidatos invadam as Igrejas para fazerem dela "point" de políticos em busca de seus interesses? Agora fazemos parte de agenda política de partidos?

Quero deixar claro que, ninguém pode impedir que pastores, obreiros ou membros de qualquer denominação saiam candidatos ou apoiem alguém numa eleição.Afinal, a política faz parte da soiciedade e pode ser exercida por qualquer cidadão do país.

Mais o triste é observar que tem gente fazendo um verdadeiro "leilão" dos púlpitos de muitas Igrejas em troca de interesses pessoais.Interesses esses que estão longe da chamada divina que Cristo delegou à Sua Noiva.

Para mim, até mesmo o candidato sendo evangélico jamais deveria usar seu ministério pessoal e o nome da denominação para galgar seus objetivos pessoais.

Não me conformo em ver os candidatos evangélicos usarem em suas propagandas:"Vote em Pastor tal", "Missionário tal".

Para que usar o título do seu ministério?Para influenciar os membros da Igreja?Os ministérios são deles ou do Senhor?Porque não usam apenas seus nomes, já que o cargo político nada tem haver com sua chamada ministerial?

E os que dizem que foram "chamados" por Deus para este "ministério"?Ministério da política?Vão evangelizar os vereadores e o prefeito?

Isso nada tem haver com a Palavra de Deus e a Sua Igreja.

Além de ser uma agressão à liberdade que cada crente possui de, como cidadão livre e que vive em um país democrático, escolher seus governantes da maneira que achar melhor.

Consciência política sim. Usar a Igreja de Cristo como "trampolim" para objetivos pessoais, jamais.

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Devido ao surgimento de inúmeros escândalos envolvendo a Igreja de Cristo no Brasil e no mundo, muitos crentes se vêem em meio a um dilema: afinal, qual deve ser minha postura ante à tantos acontecimentos desagradáveis cometidos dentro da Igreja?

O que fazer? Execrar o fulano de tal e a denominação do mesmo?Se calar, estarei me omitindo ante à falhas da Igreja e pecando?

Às vezes também me pego com dúvidas deste tipo.

E como a Bíblia Sagrada é o juiz de todos os meus questionamentos, fui buscar na mesma algo que pudesse me dar base para aquilo que penso ser o mais correto.

Gostaria de falar brevemente de um homem de Deus que, guardadas as devidas proporções, viveu numa época parecida com a que temos hoje.

No livro de Habacuque, vemos o profeta do Senhor em grande perplexidade pelo fato de Deus nada fazer a respeito de tanta desordem, apostasia e iniquidades que predominavam em Judá:

"Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás?Por que razão me fazes ver a iniqüidade e ver a vexação?
Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio.
Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido."(Hc 1:2-4)

Observemos que Habacuque mantêm um verdadeiro dialógo com Deus em busca da resposta do mesmo. Ele não entende como pode estar acontecendo tantas injustiças e pecados em Judá e nada acontece para corrigi-los.

Mas depois o Senhor responde ao profeta que, no tempo oportuno Ele usaria os babilônios para castigar a Judá:

"Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.
Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade.
Os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, mais ferozes do que os lobos ao anoitecer são os seus cavaleiros que se espalham por toda parte; sim, os seus cavaleiros chegam de longe, voam como águia que se precipita a devorar.
Eles todos vêm para fazer violência; o seu rosto suspira por seguir avante; eles reúnem os cativos como areia." (Hc 1:6-9)

O Senhor ainda conforta o profeta, afirmando que:"...o justo pela sua fé viverá."(Hc 2:4b) Isto quer dizer que, apesar do presente da nação ser caótico e o futuro não muito promissor, o justo deveria olhar, não para a aparência da situação e sim para a Palavra de Deus.

Hoje, é comum nos revoltarmos com o que têm acontecido dentro da Igreja de Cristo. E com certeza a situação requer até que fiquemos indignados com os escândalos que teimam em denegrir a imagem da Noiva.

O quadro da "nossa nação" espiritual é grave.Os escândalos se multiplicam, as heresias avançam, o materialismo, corrupção, secularismo e pecados diversos são cometidos até por quem deveria ser exemplo às ovelhas.

Parece às vezes que Deus se calou, como pareceu à Habacuqe.

Mas assim como fez o profeta, creio que devemos colocar as coisas ruins que tem acontecido em nosso meio em oração à Deus.

Devemos combater sim, os desvios doutrinários e tudo aquilo que está acontecendo de errado, mas nunca partirmos para ataques pessoais a quem quer que seja.

Se levarmos os problemas da Igreja à Deus, certamente em Seu tempo virá a resposta e a maneira com a qual Ele irá despertar, corrigir ou julgar quem comete tais coisas.

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E o pastor Caio Fábio mais uma vez está em destaque na grande mídia secular. Uma pena que, mais uma vez suas palavras são usadas, não para trazer coisas boas para o evangelho e sim para fazer parte do jogo sujo da política nacional.

Na última vez que Caio Fábio apareceu bastante foi quando resolveu atacar o pastor Silas Malafaia e sua família, com diversas acusações. Agora o alvo é a Igreja Universal.

Vejam um trecho da notícia que está circulando na mídia:

Crivella diz que cabe à Igreja Universal responder denúncias feitas por pastor no YouTube
O bispo da Igreja Universal e candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), evitou nesta quarta-feira comentar os ataques do pastor evangélico Caio Fábio. Em vídeo publicado no YouTube --e divulgado ontem pelo ex-blog do prefeito Cesar Maia--, o ex-presidente da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) acusa a Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus) de lavar dinheiro para o narcotráfico da Colômbia. (Folha OnLine)

Não sou muito chegado a forma como a Igreja Universal prega o evangelho, com seus exageros e sensacionalismos.

Mas o pastor Caio Fábio ultimamente anda se envolvendo em cada coisa. As acusações que fez contra Silas Malafaia no ano passado já foi uma insensatez sem tamanho e agora suas palavras sendo usadas em guerra política.

Como um pastor perde tempo se envolvendo com tanta confusão e coisas que não edificam ninguém?

Afinal, o que isso traz de proveitoso?

Questionar desvios doutrinários em defesa do verdadeiro evangelho e da Igreja de Cristo é correto.

Agora servir de acusador às pessoas ou instituições ligadas à Igreja de Cristo, seja ela qual for, é de uma insensatez sem tamanho.

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"Ora, seja-me permitido cantar para o meu bem amado uma canção de amor a respeito da sua vinha. O meu amado possuía uma vinha num outeiro fertilíssimo.
E, revolvendo-a com enxada e limpando-a das pedras, plantou- a de excelentes vides, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas.
Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha.
Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que desse uvas, veio a produzir uvas bravas?
Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, e será devorada; derrubarei a sua parede, e sera pisada;
e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiro; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor."
(Isaías 5:1-7)

Este texto bíblico nos fala sobre a parábola da vinha, que simbolizava o povo de Deus (a nação de Israel).

Nas palavras do profeta vemos a decepção do Senhor Deus em relação a um povo que, mesmo depois de ter recebido todo o cuidado da parte Dele, não conseguiu produzir bons frutos.

Analisando atentamente a parábola, vemos como o Senhor cuida dos Seus.

Vejamos como Ele estabeleceu a Sua vinha:

1-a vinha estava em um outeiro(terra firme);
2-esta terra era fertilíssima(muito produtiva);
3-estava cercada(protegida);
4-limpa das pedras(impedimentos e sujeira);
5-plantada com excelentes vides(ramos escolhidos);
6-fez uma torre no meio dela(vigilância);
7-construiu nela um lagar(local onde se pisa as uvas para extrair o produto)

Que Deus maravilhoso! Como um agricultor cuida atentamente da sua plantação, Ele teve todos os cuidados necessários para que aquela vinha produzisse os melhores frutos.

Muitos até podem dizer: mas Deus acabou destruindo a vinha...

Sim Ele a destruiu, mas somente depois que o povo rebelde recusou todo o amor e cuidado que lhe fora dado.

O Senhor Jesus ao proferir a "parábola dos lavradores maus" também faz uma comparação que nos remete à descrita por Isaías:

"Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.
E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.
E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo.
E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.
Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.
E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.
Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos." (Mateus 21:33-41,43)

Esta parábola nos mostra a rejeição ao Messias pelo mesmo povo de Israel.

E nos possibilita também uma comparação sobre a Igreja de Cristo nos dias de hoje.

Afinal, foi Ele que nos escolheu e nos plantou em Sua Casa:

"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça;" (João 15:16a)

E nos limpou de todo mal, nos abençoando, cuidando a cada dia e espera que produzamos bons frutos. Frutos de justiça, ética, retidão, moral, paz, bondade e amor. Frutos do Espírito, que possam ser "consumidos" e que "alimentem" as pessoas que ainda não fazem parte da Sua vinha.

Que possamos valorizar todo "investimento" feito por Ele em nós, para que possamos agradá-lo produzindo os melhores frutos para edificação do Seu Reino na terra.

Afinal, na vinha do Senhor (Sua Igreja) há toda condição necessária para isso.
Produziremos bons frutos ou faremos como o povo rebelde de Israel?

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O evangelho, com certeza passa por dias difíceis na terra.


Cada dia aparece novas teologias, doutrinas humanas, modismos, supertisções, misticismo, politicagem e outras coisas que invadem a Igreja de Cristo, que nada têm haver com o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus.

Leiam o artigo abaixo, extráido do blog Encontro Com o Poder, do Enzo Almeida:

"Quer Ganhar Um Playstation 3?

Calma, esta não é mais uma promoção do blog, é a promoção de uma igreja americana, que esta dando Play Station 3 para cada criança que aceitar a Jesus como salvador!

Esta é mais uma bizarrice da Landover Baptist Church. Esta Igreja é conhecida por conta de suas posições radicais e bizarrices, por exemplo, em seu site nesta semana há uma reportagem afirmando que Satã usa as olimpiadas de Pequim para incentivar os jovens à prática da masturbação.

Na pagina destinada as crianças que querem aceitar a Jesus como Salvador em troca de um Play 3 destacam-se as seguintes pérolas:

" Se a sua mãe e seu pai não podem lhe dar um PlayStation 3 para o Natal, você ainda pode obter um de graça! Já ouviu falar de Jesus Cristo?"

" Na verdade, o Senhor Jesus está muito preocupado com seus pais que eles não vão dar-lhe todas as últimas novidades que cada criança na América merece!"

Além destes absurdos, o site ensina a criança a "odiar seus pais", e tomar um cheque em branco ou cartão de crédito para "viabilizar" o presentinho.

Podre!
Cada dia mais podre esta idéia medíocre de que Deus é um Papai Noel, que se pode barganhar presentes.
Cada dia mais cresce a idéia de barganha, de troca de favores, de bençãos impostas.

Até quando esta teologia barata e fedida da prosperidade vai continuar invadindo as igrejas e lares?

Me pergunto se ela não é reflexo da ambição e ganancia do coração humano? Se existe oferta, então é por que existe procura!" Fonte: (http://encontrocompoder.blogspot.com/)

É brincadeira? Até onde vamos parar?

Será que o sacrifício de Jesus na cruz e o poder do Espírito Santo já não basta para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo?

O que estão tentando fazer com Bíblia Sagrada? Relegá-la a segundo plano? Tudo bem que há várias formas e idéias que o Senhor pode dar às Igrejas de como alcançar as crianças, adolescentes e jovens, mas têm coisa que é inaceitável.
Só falta começarem a importar um troço deste para as Igrejas no Brasil.

O que não é difícil de acontecer, visto que já temos que aturar tanta coisa como a Teologia da Prosperidade, objetos consagrados, correntes e fogueiras santas, dentre tantas outras "estratégias" para "converter" as pessoas à Cristo, que mais uma não seria supresa.

Eu hein....

PS:Quem quiser ler o artigo(traduzido para o português) sobre a "promoção gospel" da igreja Landover Baptist Church é só clicar aqui

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Duas notícias envolvendo a Igreja Evangélica nos últimos dias me trouxeram um misto de horror e perplexidade.

Não me contive e resolvi escrever sobre estes dois tristes episódios.

Primeiro a notícia vinda de Toronto no Canadá , onde "Igreja canadense comemorou assassinato de jovem decapitado em ônibus".

Diz a matéria que a Igreja Batista Westboro, também conhecida como a "igreja do ódio", comemorou a morte do jovem por achar que ele tinha um "modo de vida asqueroso" e que isso foi "um presente de Deus".

A mesma Igreja também comemora a morte de soldados americanos no Iraque como sendo "obra de Deus" para castigar os EUA.

Confesso que quando li essa notícia fiquei bastante horrorizado. Como pode uma Igreja?? ensinar algo tão terrível?

E o pior, afirmar que Deus aprova tais insanidades? Qual Deus que esssa Igreja segue?

Certamente não é o da Bíblia Sagrada.

A segunda notícia é daqui do Brasil mesmo. Em Fortaleza no Ceará "Evangélicos fazem campanha contra reeleição da Prefeita Luizianne".

Diz a matéria que a Igreja Assembléia de Deus do Ceará iniciou uma campanha publicitária contra a reeleição da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).

E que centenas de outdoors e cartazes foram espalhados pela cidade pela Comaduec (Convenção de Ministros das Assembléias de Deus Unidas do Estado do Ceará) pedindo que os eleitores não votem na petista.
Os cartazes trazem a frase: "Luizianne é contra a Bíblia e o povo de Deus. Diga não a Luizianne".

Vejam que, como se não bastasse o fato da Igreja de Cristo estar se envolvendo cada vez mais em assuntos que nada têm haver com o Reino de Deus, a matéria relata que o evangelista J. Menezes, que disse ser o responsável pela propaganda contra a prefeita, alegou que a campanha é um manifesto da Assembléia de Deus pelo fato de Luizianne ter vetado um projeto de lei que previa a manutenção de um exemplar da Bíblia nas bibliotecas das escolas municipais de Fortaleza.
"O fato de Luizianne ter assinado [o veto] mostra claramente que ela se declara contra a Bíblia sagrada", afirmou Menezes.

O evangelista disse que mandou confeccionar cerca de 100 outdoors e 800 cartazes mas não soube dizer qual foi o custo da propaganda. Ele explicou que a igreja pagou a propaganda com dinheiro arrecadado entre os fiéis."

É brincadeira? O Evangelista (que deveria era estar evangelizando), além de afirmar toda essa manipulação barata usando a Bíblia Sagrada e a Igreja, ainda têm a coragem de dizer que "quem pagou o material usado foi o dinheiro dos fiéis!".

Além do mais a prefeita (que não governa a cidade somente para os evangélicos e sim para todos), veta um projeto e se torna "inimiga da Bíblia e do povo de Deus??"

E aí a Igreja usa a influência que possui entre os fiéis e o dinheiro dos mesmos para se envolver em politicagem barata?

Enfim, foram duas notícias muito triste, que só nos mostra como a Igreja em todo o mundo vem perdendo o foco que Cristo quer da mesma.

No caso da Igreja Batista Westboro no Canadá, a heresia e a carnalidade demoníaca se travestindo de Evangelho e no caso da Assembléia de Deus do Ceará, mais uma mostra de como a Igreja não deveria se envolver nesse nível com a política.

O pior é que nos dois casos as pessoas teimam em usar a Bíblia para legitimar tais atos.

Que o Senhor Deus nos mantenha em alerta contra tantas aberrações que vêm acontecendo dentro da Sua Igreja.

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Como estamos em um ano eleitoral, creio que seja um momento oportuno para tratar mais uma vez sobre o tema Igreja x política.

Constantemente tenho observado que, na tentativa de justificar suas opções com a "politicagem" dentro das Igrejas, muitas pessoas acabam usando o exemplo de homens de Deus que ocuparam cargos políticos registrados pela Bíblia Sagrada desviando totalmente o real propósito do que está escrito na Palavra do Senhor.

E com certeza quase todos já ouvimos alguma mensagem com intuito de "conscientizar" o crente em relação à politica, sobre José, que governou o Egito e José de Arimatéia, que era Senador e discípulo de Jesus.

Mas antes de continuar o texto, gostaria de fazer um breve relato sobre José do Egito e José de Arimatéia.

Todos conhecem a grande história que se passou com José, que foi vendido como escravo ao Egito pelos seus próprios irmãos e depois se tornou governador de toda aquela terra.

Deus permitiu que ele fosse vendido para ter a oportunidade de alimentar a família escolhida durante a fome que houve na época.

O Senhor precisava conservar com vida a descendência de Abraão e cumprir a promessa de fazer dele uma grande nação.

Com certeza o único propósito de Deus em colocar José no segundo cargo político em importância no Egito (só estava abaixo de Faraó), foi "a preservação do povo do concerto".

De José de Arimatéia sabe-se que foi um Senador honrado, homem bom, justo, discípulo oculto de Jesus e que não participou da Sua condenação.

E que ele fez um enterro honrado para Jesus Cristo quando colocou o Seu Corpo em um sepulcro novo escavado numa rocha.

Vejamos que a história destes dois homens de Deus nada têm haver com os "políticos" que hoje infestam os púlpitos das Igrejas Evangélicas.

São contextos totalmente diferentes, pois o que se vê hoje são ministérios inteiros "leiloando" o voto dos irmãos em troca de interesses diversos ou com um discurso ufanista e vazio de que "temos que dominar todas as áreas da sociedade".

Quem aborda de forma sábia, como deveríamos nos posicionar sobre uma eleição é o irmão Humberto de Lima, que em seu blog publicou o excelente artigo "Os 10 Mandamentos do Eleitor".

Sugiro que todos leiam o post do irmão, pois ele foi muito feliz na maneira como expressa muito do que vem acontecendo em relação ao tema.

Enfim, não me canso de repetir que qualquer crente possui o direito de se candidatar ou apoiar qualquer candidato, pois vivemos em um país democrático.

Mas não consigo me conformar com campanhas dentro das Igrejas, discursos políticos em cima do púlpito e a manipulação sofrida pelos fiéis para que votem no "candidato da Igreja".

Tem ministério que coloca uma "mesinha" dentro da nave principal do templo e dá até nome:"o cantinho eleitoral"!!!

Sinceramente não há como ficar calado.

E quando se tenta justificar tais atos citando personagens bíblicos, totalmente fora de contexto, aí a coisa fica mais triste ainda.

É uma situação lamentável, pois parece que o outrora zelo dos líderes pela Igreja de Cristo está sendo trocado por interesses que nada têm haver com os do Reino de Deus.

São situações lamentáveis e que os homens que estão à frente dos ministérios deveriam repensar se não estão transformando a Igreja em verdadeiro curral eleitoral, agredindo assim a liberdade e cidadania das pessoas.

E o pior, tentando justificar isso tudo, acabam usando a Bíblia Sagrada para darem suporte aos seus interesses.

Que o Senhor abra nossos olhos.

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Já postei aqui no blog um artigo sobre a Igreja e as Eleições 2008, onde expresso minha opinião sobre a relação Igreja x Política.

Confesso que cada dia que passa fico mais assustado com as alianças da Igreja Evangélica com inúmeros políticos que usam a Casa do Senhor para fins que não condizem com o seu propósito de cuidar somente das coisas pertencentes ao Reino de Deus.

Vejam o artigo abaixo, publicado no site 24HorasNews , sobre a agenda do candidato a Prefeitura de Cuiabá(MT).

"Agenda de campanha do Prefeito Wilson Santos nesta 5ª e 6ª

O candidato da Coligação "Dante de Oliveira" (PSDB, PDT, PTB, PPS, PV, PC do B, PMN, PSL, PRB, PRP, PRTB e PSDC), Wilson Santos, cumpre a agenda da Prefeitura Municipal até as 18 horas.
Às 19h00 ele participa do Culto na Igreja Evangélica Assembléia de Deus Madureira, no Bairro Getúlio Vargas (Av. C nº 50 - depois no Mini-Estádio virar à direita)
Às 20h00 tem uma reunião política com o presidentes de bairros no Escritório Político, depois faz lançamento da candidatura a vereador de Emídio de Souza – Presidente do PSL no Jardim Novo Paraíso.
Já nesta sexta-feira (18) às 14:00h faz uma Caminhada no Calçadão da Antônio Maria, depois mais tarde às 19h reunião com a Coordenação de Campanha."


Não quero aqui atacar de forma alguma o nome da Igreja citada, mesmo porque a invasão de políticos nessa épocas de eleições já tomou quase todas as denominações.

Mas o que espanta é saber que, infelizmente as Igrejas agora fazem parte das agendas políticas de inúmeros candidatos espalhados pelo Brasil, e os líderes responsáveis por zelar da Noiva de Cristo, tem aceitado este tipo de coisa como se fosse normal.

Volto a afirmar, acho que todos tem o direito de se candidatar e apoiar quem quer que seja, pois vivemos num país democrático.

Mais que dentro da Igreja não é lugar de se fazer campanha eleitoral, com certeza isso não é.

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A Verdadeira Religião

Postado por Agnaldo | 6/17/2008

"A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo." (Tiago 1:27 )

Aqui vemos dois princípios básicos que definem muito bem o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.

Primeiro, Tiago menciona sobre o cuidado pelos irmãos e também podemos dizer, por todas as pessoas do mundo que estão passando por necessidades.

O auxílio material ao nosso próximo é dever de todo aquele que segue a Cristo e revela o amor genuíno que o próprio Senhor nos ensinou e nos deu.

Achar que a ação social é compromisso somente dos governantes, é ser omisso e também uma desculpa fajuta para não auxiliarmos muitos que estão até mesmo dentro de nossas igrejas.

O governo têm sim a obrigação de resolver os problemas do povo, mas nunca devemos virar às costas ao aflito e necessitado, pois estaríamos contariando os princípios da Palavra de Deus:

" O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra."(Pv 14:31)

"recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência."(Gl 2:10)

"Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?"(1 Jo 3:17)

Não devemos viver um evangelho "fantasioso" e "egoísta", onde o que interessa é o nosso bem estar e a busca desenfreada pelas coisas materiais.


Também, é necessário que o cristão se conserve santo diante de Deus, afastando-se das práticas e costumes do mundo.

Pois muitos tem vivido numa "letargia espiritual", onde as práticas do mundo já fazem parte da sua vida e não se decidem se querem os tesouros eternos ou continuar do jeito que estão:

"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." (Gl 6:14)

Vivem dentro das igrejas, mas no mundo não conseguem ser "diferentes", pois ao invés de influenciar as pessoas e levar a mensagem de Cristo às mesmas , já foram "tragadas" pelo sistema corrupto e imoral que domina o mesmo.

"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre." (1 Jo 2:15-17)


Portanto, o amor e o cuidado com o próximo deve ser acompanhado de uma atitude radical contra o mundanismo, tanto dentro da igreja como na vida pessoal de cada crente que deseja praticar "a religião pura e imaculada diante de Deus".

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No capítulo 3 do livro de Filipenses o apóstolo Paulo exorta a Igreja de Filipo a guardar-se dos maus obreiros.

Esses obreiros certamente eram crentes professos que estavam corrompendo o evangelho de Jesus Cristo através de falsos ensinos e invertendo os reais valores do Reino de Deus para seus própios interesses:

"Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas." (Filipenses 3:19 )


O apóstolo também os classifica como "inimigos da cruz de Cristo":

"Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo" (Fl 3:18)

Infelizmente, essas situações perduram até os dias de hoje e têm acontecido de forma avassaladora dentro das Igrejas Evangélicas.

Pois muito do que têm acontecido com muitos líderes de ministérios, são frutos do que Paulo deixa claro nesta passagem.

Afinal, as pessoas começam a desviar-se do foco principal do evangelho de Jesus Cristo, e numa vã e louca corrida para ver quem é o maior, o mais próspero materialmente, o mais famoso e quem vai dominar a "mídia gospel" e acabam refém dos seus própios desejos e caprichos puramente carnais.

Muitos têm pagado o preço da má fama e da desmoralização e não é culpa de satanás, guerra espiritual ou tantas outras desculpas que querem dar para omitirem seus erros.

O grande problema é que o foco mudou:

"Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo." (2 Coríntios 11:3)

E assim acontece quando pessoas que estão na frente da batalha começam a desviar-se das verdades e da simplicidade das palavras do Mestre para darem vazão aos seus insaciáveis desejos de poder.

E depois adotam um discurso de perseguição espiritual para tentarem justificar as dificuldades que eles mesmo causaram para suas própias vidas devido a tantos ensinamentos anti-bíblicos e atitudes contrárias às verdades básicas do evangelho.

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Em 5 de Outubro serão realizadas as eleições 2008 no qual o povo brasileiro irá escolher novos prefeitos e vereadores.

Com o crescente aumento de pastores, missionários, bispos, cantores gospel e crentes em geral na política, é certo que as igrejas evangélicas em breve serão invadidas por inúmeros candidatos em campanha eleitoral.

Na contramão dessa "invasão", tenho opinião que a relação igreja/política, do jeito que está acontecendo, é mais prejudicial do que benéfica para a imagem do Corpo de Cristo.

Que o crente tem o direito, como cidadão, de participar ativamente da política do seu país e até a sair candidato a algum cargo é líquido e certo.

Porém, o que não consigo me conformar é com as alianças e conchavos que muitos ministérios fazem com políticos inescrupulosos em troca de favores, doações e outros interesses.

Mesmo líderes, que dizem "serem chamados por Deus" para o "ministério da política", acabam usando a Bíblia de forma errada, quando sobem nos púlpitos para citarem versículos isolados na tentativa de justificarem suas propagandas dentros das igrejas.

Sem contar os que usam jargões como: "o crente deve dominar todas as áreas da sociedade", "não vote em ímpio" ou o famoso "irmão vota em irmão".

Com isso acabam cometendo dois erros graves: contra a livre escolha dos fiéis, pois são cidadãos de um país democrático e outro contra a própia Palavra de Deus e Sua igreja, que não é e nem nunca foi lugar de outra coisa a não ser os propósitos do Reino.

Alguns adoram citar José, que governou o Egito, como se as circustâncias e os propósitos fossem os mesmos.

É uma manipulação barata. Afinal o crente não vai escolher o pastor da convenção ou da igreja e sim administradores públicos, que podem ser competentes e honestos independentemente de serem cristãos.

Volto a afirmar, acho que todos possuem o direito de participar da política.

Mas se a pessoa pertence a igreja de Cristo e acha que deve se candidatar e fazer campanha, que faça fora da igreja.

Que respeitem a santidade da Casa do Senhor, não misturando os interesse de Deus com a sua opção pessoal de vida.

A Casa do Senhor precisa ser preservada e seus ministros atentarem que ela é lugar de tratar "somente" daquilo que pertence ao Reino de Deus.

É como diz a Bíblia:

"E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração." (Mt 21:13 a)

"Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos." (Is 56:07b. 7 )

Portanto, vamos respeitar a consciência dos fiéis e principalmente a santa Igreja de Cristo.

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"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. " (Galátas 6:14)

A cruz de Cristo, que representa a terrível e dolorosa morte que o Salvador sofreu para nos proporcionar a salvação eterna é o divisor entre nós que o servimos e todo o sistema mundano.

A cruz é lugar de renúncia e sacrifício. É o elo de ligação entre o homem salvo e Deus.

Foi lá que Jesus pagou um alto preço para que pudéssemos receber graça, amor e misericórdia.

O mundo é tudo aquilo que se opõe a Deus e a Sua Palavra:

"Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo." (1 João 2:16)

O sistema mundano é representado por diversas formas como: a ciência, filosofias, religiões, música secular, humanismo, política, cultura, etc.

O apóstolo Paulo deixa bem claro neste texto bíblico e em toda sua vida como servo do Senhor, que a única saída para todo crente fiel a Deus é virar as costas a todos os prazeres mundanos e somente valorizar tudo aquilo que Jesus conquistou na cruz a nosso favor.

Portanto, não há meio termo: ou o crente, assim como Paulo, se gloria na cruz de Cristo e rejeita as malignas ofertas do mundo ou vai se afastar do seu Deus.

Não há como agir politicamente e associar-se com o mundo:

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Cor 6:14 b)

Devemos rejeitar seus padrões, valores, opiniões e honrarias:

"Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."(1 João 2:15)

Hoje é comum vermos crentes que se dizem 'modernos' agindo 'socialmente' e que acabam sucumbindo as tentações do mundo e acabam sendo influenciados pelo seu sistema.

São pessoas que procuram agradar aos amigos, familiares e colegas de trabalho e vão 'bebendo socialmente', vão às 'baladas socialmente', se omitem na faculdade, no 'Happy Hour' na empresa, no clube que frequentam e se 'calam' socialmente...

Agradam a gregos e troianos.

É lógico que devemos nos aproximar das pessoas que não conhecem a Cristo, amá-las, evangelizá-las. Podemos nos reunir num bate papo, conviver tranquilamente com as mesmas, respeitar as opções de cada pessoa referente a sua religião.

É possível termos uma vida social normal e não fazer nenhuma conscessão ao mundo e a seu podre sistema que fira nosso relacionamento com Deus.

Não adianta vivermos um evangelho meio termo e sim termos prazer na cruz de Cristo, fazendo dela a nossa vida e nosso triunfo.

Temos que ter consciência daquilo que o própio Senhor Jesus disse aos seus discípulos antes de ser crucificado:

"Não são do mundo, como eu do mundo não sou." (João 17:16)

Enfim, ou afirmamos a nossa fé diante do mundo ou corremos o risco de nos perdermos pelo caminho.

Agradaremos a Deus ou ao mundo?


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Por Agnaldo Gomes

"Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez."

Os acontecimentos acima são um relato verídico de uma pessoa que viveu em completa harmonia e temor à Palavra de Deus.

Estes acontecimentos, contidos no livro de 2 Coríntios 11:24-27, fizeram parte da vida do Apóstolo Paulo, um homem escolhido pelo Senhor Jesus e que foi um marco na história do evangelho.

Ao ver hoje muitas Igreja abraçando a teologia da prosperidade, a confissão positiva, dentre tantas outras 'doutrinas', será que Paulo encontaria lugar para congregar em algumas delas sem ter que aprender o 'reformado evangelho' ensinado por muitos pastores,bispos e apostólos modernos, onde o sofrimento, as lutas, a fome, a nudez, etc. é visto sempre como falta de fé ou pecado?

Se vasculharmos todo o Novo Testamento, sobre a vida do Apóstolo Paulo, jamais vamos encontrá-lo determinando ou exigindo uma atitude de Deus para se ver livre de todas as lutas que teve que passar pela causa de Cristo.

Com certeza também, ele não ia a nenhuma 'sessão do descarrego, 'show da fé' ou á 'novena da sagrada família'.

Também não deu o 'seu Isaac' e nem o 'seu tudo'. Muito menos tentou expulsar o 'demônio da perseguição' ou repreender o 'espírito de destruição'.

Enfim, o Apóstolo Paulo não fez uso de tantas táticas, superstições e misticismos que têm invadido as Igrejas nos dias de hoje.

Ele sabia muito bem o que é ser um verdadeiro cristão:

"Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."
(Filipenses 4:12,13)

E que viver um evangelho que só visa as mãos do Mestre, é viver um evangelho enganoso, mesquinho e egoísta.

E nos ensina que deveríamos viver na mesma dimensão que foi exposta pelo Profeta Habacuque:

"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. "
(Habacuque 3:17-19)

É preciso nos conscientizarmos que devemos seguir a Cristo independentemente de qualquer situação e que nem sempre as lutas que passamos são frutos de nossos erros.

O Senhor é soberano e devemos estar com Ele, aconteça o que acontecer.

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"Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas..." (2 Coríntios 10:4)

A Igreja de Cristo nos dias de hoje é constantemente tentada a usar as armas do mundo para combater suas lutas, perseguições e dificuldades.

Infelizmente, algumas denominações e também muitos crentes têm cometido este grave erro.

São vários casos onde a Igreja têm acionado a justiça dos homens na tentativa de se defender acusações e calúnias feitas pela mídia secular.

Ora, ainda que pudesse existir uma denominação evangélica 100% perfeita, seria utopia imaginar o reconhecimento do mundo, visto que o mesmo sempre batalhará contra a Igreja aqui na terra.

É um grande engano enfrentar este tipo de situação usando as armas humanas.

As únicas armas adequadas para combater as lutas e dificulades da Igreja, são as armas que o Senhor Deus já nos concedeu.

Vejamos o que nos recomenda o Apóstolo Paulo:

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com

"A força e o poder da Igreja não pode estar pautada nos recursos da justiça do mundo e sim no poder e nos propósitos de Deus"
toda a perseverança e súplica por todos os santos,
E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho" (Efésios 6:11-19)

O própio Jesus Cristo, quando indagado por Pilatos, pouco antes da Sua crucificação, nos dá a resposta:

"Replicou Pilatos: Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim; que fizeste?

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui."
(João 18:35,36)

Portanto, a força e o poder da Igreja não pode estar pautada nos recursos da justiça do mundo e sim no poder e nos propósitos de Deus.

Devemos enfrentar toda e qualquer perseguição com as armas espirituais concedidas pelo Senhor ao Seu Corpo, que é a Igreja.

Quanto mais a Igreja renunciar os recursos humanos, mais Ela será cheia do poder de Deus e assim derrotaremos qualquer intento deste sistema que domina o mundo.

Somente através de muita oração, fidelidade irrestrita à Palavra de Deus e a proclamação do Evangelho com autoridade é que poderemos vencer as nossas batalhas.

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"Mas o SENHOR me tirou de seguir o rebanho, e o SENHOR me disse: Vai, e profetiza ao meu povo Israel." (Amós 7:15)

Nos relata a Bíblia que o Profeta Amós foi um leigo que ganhava a vida como boieiro e cultivador de sicômoros e que teve uma chamada poderosa para profetizar o juízo a Israel, e dar à nação uma série de advertências quanto ao estado em qual o povo vivia.

Nos capítulos 7 e 8, o Profeta recebeu cinco visões de castigo à Israel, sendo que na terceira, Deus mostrou a Amós que estava medindo a nação com um prumo:

"Mostrou-me também assim: e eis que o Senhor estava sobre um muro, levantado a prumo; e tinha um prumo na sua mão.
E o SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? E eu disse: Um prumo. Então disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele.
Mas os altos de Isaque serão assolados, e destruídos os santuários de Israel; e levantar-me-ei com a espada contra a casa de Jeroboão."
(7:7-9)

Esta visão foi o motivo pelo qual o Profeta sofreu uma grande resisitência por parte da liderança religiosa que tinha o dever de orientar o povo.

O Sarcedote Amazias, ao ouvir a mensagem de Deus por intermédio de Amós rejeita abertamente as palavras do Profeta:

"Então Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras.
Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro.
Depois Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza;
Mas em Betel daqui por diante não profetizes mais, porque é o santuário do rei e casa real."
(7:10-13)

Que situação difícil passou o Homem de Deus: por trazer a revelação de uma visão vinda do Senhor foi desprezado, acusado de traição e orientado a não profetizar mais naquele lugar, só porque a mensagem era de advertência e de juízo divino.

Isto que aconteceu com Amós têm sido também muito comum nos dias de hoje. Há uma grande resistência entre muitos crentes quando alguém se pronuncia contra o pecado e tenta exortar dentro da Bíblia a pessoa.

Eu mesmo já passei por uma situação no trabalho, onde estava conversando com uma pessoa que pertencia a uma determinada Igreja Evangélica, e o mesmo me propôs um negócio ilícito em que nós ganharíamos uma certa quantia. Ao rejeitar tal proposta, mencionando que aquilo feria a Bíblia Sagrada, fiquei espantado com a atitude do irmão.

Ele ficou nervoso e começou a me acusar de ser 'religioso' e ainda teve a audácia de citar textos isolados da Bíblia na vã tentativa de se justificar.
Tive que ter muita paciência e sabedoria para tentar levar a situção de forma pacífica.

É incrível como qualquer pessoa que começe a pregar de forma condenatória a situações erradas ou recusar algo que fira os princípios bíblicos, logo é taxado de 'religioso', moralista, ultrapassado e sofre desprezo até mesmo dentro da Igreja.

Mas glória a Deus que mesmo depois das ameaças do Sacerdote, o Profeta Amós permaneceu firme e disse a Amazias:

"Agora, pois, ouve a palavra do SENHOR: Tu dizes: Não profetizes contra Israel, nem fales contra a casa de Isaque. Portanto assim diz o SENHOR: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra." (7:16,17) e continou a cumprir o seu chamado, não temendo a perseguição humana e exortando a nação sobre o que certamente ia acontecer, segundo as visões da parte de Deus.

Que o Senhor levante novos 'Amós' no meio da Sua Igreja e que possamos ser uma geração corajosa ao pregar aquilo que Ele e a Sua Palavra nos ordena, não temendo nenhuma ameça ou perseguição humana.

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Por Jorge Eduardo Geraldo


Fonte: http://www.ultimato.com.br/

No dia 31 de outubro comemoraremos o aniversário da Reforma Protestante. Anos de luta, de pregação do evangelho num mundo onde cada vez mais as verdades eternas recebem nuances de relatividade. Onde pessoas valem pelo que possuem do lado de fora e não do lado de dentro. O mundo é um deserto que atravessamos sob a crença na promessa de um dia herdarmos uma morada infinitamente melhor. Há 490 anos, quando Martinho Lutero publicava as suas 95 teses, era Deus levando a cume o movimento que colocaria a Igreja novamente nos trilhos da suficiência das Escrituras, da salvação e justificação pela graça através da fé no Senhor Jesus e na vida de adoração exclusiva a Deus. Tudo isso a fim de que a Igreja, entre outras coisas, voltasse a ser uma agência capacitadora para que homens e mulheres pudessem atravessar o inevitável deserto do mundo com a chama da Promessa bem viva em seus corações. Até chegar o momento de se ouvir o convite mais esperado de todos os tempos: Venham benditos de meu Pai! Recebam como herança o reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Quase consigo ouvir as muitas maranatas, vem Senhor!

Falar de deserto, reforma, promessa, herança... me fizeram lembrar do êxodo Hebreu do Egito à Terra Prometida. Essa passagem em muitos aspectos tem servido de ilustração para os dias atuais da Igreja. Aliás, creio que as histórias do passado ajudam a dar forma e cores as realidades que tentamos esboçar, ou seja, identificar e compreender o que se vive no presente. Por exemplo: quando queremos falar sobre a negatividade da murmuração na igreja, é comum darmos cores a essa realidade danosa através dos queixosos comedores de cebolas e pepinos liderados por Moisés e as conseqüências de seus atos. Porém, nesse momento gostaria que pensássemos sobre o que mais pode existir de comum entre uma Igreja (pós-Reforma) que faz 490 anos de caminhada no deserto do mundo e o povo que no passado veterotestamentário marchou quarenta anos no deserto. Só o fato de muitas vezes sermos tão murmuradores quanto eles? Não. Existe o fato de também podermos estar compartilhando das mesmas "bênçãos" que eles!
"Nesta data tão especial, o que peço é que venhamos a comemorar ainda muitos anos de trabalho evangélico genuíno no solo do planeta azul, com todo amor, dedicação e anseio pela Glória do Senhor"


Quando olho para as questões que mais preocupavam aquele povo que saiu do Egito, percebo entre eles e Moisés preocupações e conseqüentes provisões divinas, muito distintas entre si.

Em primeiro, vejo um povo que o tempo todo lamentava por causa da comida e da bebida. Mar que se abriu, coluna de nuvens de dia, coluna de fogo de noite, nada disso lhe suplantava o imediato desejo por comodidade e conforto. A eles Deus deu o maná, deu carne, deu água que brotou da rocha, deu roupas que não ficavam gastas. Deus lhes deu as coisas que eles mais ansiavam, que eles mais enxergavam. Deus tanto correspondeu aos seus anseios, que lhes concedeu quarenta anos para que desfrutassem dessas coisas e só - eles não entraram em Canaã, Deus não tem culpa, eles é que pediam mal. Como podemos ser parecidos com esse povo, se enxergarmos como necessidades prementes apenas o que o nosso ventre projeta em nossas mentes ansiosas. Para muitos a salvação não tem mais tanto valor quanto um carro novo, o testemunho não tem tanta importância quanto uma boa conta bancária. Diante do calor do deserto que nos rodeia, os paliativos do bem-viver são muito mais bem-vindos do que a consumação de uma promessa que não se sabe quando será consumada - Ah se os hebreus soubessem que por pedirem mal, a viagem de quarenta dias se transformaria em quarenta anos. Nós até sabemos, mas não daremos importância, se não conhecermos outra benção que não seja a de ver nossas necessidades carnais supridas.

Para muitos, 490 anos podem ter representado tempos produtivos, porque os viveram intensamente reconhecendo e valorizando a verdadeira Bênção. Porém, para muitos, cinco, dez anos já podem representar uma eternidade penosa, porque vivem sob o fardo da busca da "benção-minha-de-cada-dia". Caso queiramos aprender individualmente e coletivamente o significado e importância da Reforma, precisamos olhar para o exemplo de Moisés, que partiu do deserto direto, não para a Canaã terrestre, mais sim para a Canaã Celestial e lá juntamente com os santos que já partiram, aguarda por aqueles que assim como ele são capazes de viver sob a escassez de muitas coisas. Entretanto, não conseguem dar um passo sem a maior de todas as Bênçãos: a Glória do Senhor, que nos permite marchar pelo deserto, seja ele qual for, na certeza de que o Deus que nos espera na Canaã Celestial é o mesmo que hoje quer caminhar conosco até lá. Moisés desejou a presença do Senhor em primeiro lugar e isso não lhe foi negado.

Nesta data tão especial, o que peço é que venhamos a comemorar ainda muitos anos de trabalho evangélico genuíno no solo do planeta azul, com todo amor, dedicação e anseio pela Glória do Senhor a nos guiar até o momento em que ouviremos o maravilhoso convite: Venham benditos...

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